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Fosun admite investir na área da banca privada em Portugal

A chinesa Fosun, dona da Fidelidade, quer continuar a crescer no mercado português e está a estudar oportunidades na área da banca privada, revelou hoje em Lisboa o responsável pela comunicação do grupo chinês, Chen Bo.

"Ainda estamos à procura de boas oportunidades no 'private banking' [banca privada]. As oportunidades estão em todo o lado, há muitas, mas têm que ir ao encontro da nossa estratégia", afirmou o diretor-geral de comunicação da Fosun, num encontro com jornalistas na capital portuguesa.

Questionado pela Lusa sobre se a Fosun tentou comprar o BES Investimento (BESI), que foi recentemente adquirido pela chinesa Haitong ao Novo Banco por 379 milhões de euros, Chen Bo não abriu o jogo.

"Quando as oportunidades são boas, muita gente gosta e a concorrência também está atenta", atirou, sem aprofundar mais a matéria.

Certo é que a Fosun foi uma das três entidades (a par da chinesa Anbang e da norte-americana Apollo) que esteve na corrida à compra do Novo Banco até ao Banco de Portugal ter decidido interromper o processo de venda do banco de transição resultante da intervenção no antigo Banco Espírito Santo (BES), em meados de setembro.

Confrontado sobre a abertura da Fosun em vir a participar no novo procedimento de venda do Novo Banco já anunciado pelo Banco de Portugal, Chen Bo jogou à defesa.

"Não comentamos nenhuma operação específica", afirmou, acrescentando que "a Fosun respeita inteiramente a decisão do regulador português e reitera o seu compromisso de longo prazo com Portugal".

Depois de ter adquirido com sucesso a Fidelidade - a maior seguradora portuguesa que era detida pelo banco público, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) - e a Luz Saúde (antiga Espírito Santo Saúde), o mercado português continua a constar no radar de investimento da Fosun.

"Estamos apostados na construção de duas plataformas fortes a nível internacional: uma na área financeira, na banca privada e nos seguros, e a outra na área da saúde, do bem-estar e do entretenimento", salientou Chen Bo, apontando para as aquisições recentes de uma participação de 25% no Cirque du Soleil e do Club Med, que fizeram correr muita tinta na imprensa mundial.

O objetivo é acompanhar as necessidades da classe média chinesa que, segundo Chen Bo, "ainda tem bastante potencial de crescimento".

E a crise nas bolsas chinesas não vai desviar a Fosun desta estratégia, assegurou.

"Nesta fase, a prioridade é a integração das empresas que já constam do nosso portefólio, potenciando as sinergias entre elas", vincou o porta-voz do grupo chinês, assegurando que "isso não significa que se vai interromper o investimento".

Chen Bo falava com os jornalistas à margem da sessão de apresentação do Programa Protechting, lançado pela Fidelidade e pela Fosun, que visa fomentar a criatividade e o empreendedorismo em Portugal.

A captação e aceleração de 'start ups' (jovens empresas) é o objetivo deste projeto, que conta com o apoio da Beta-i.

Lusa

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