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SATA pede auditoria à Autoridade Nacional da Aviação Civil para dissipar dúvidas

O presidente do conselho de administração da companhia aérea açoriana pediu hoje à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) uma auditoria à SATA Internacional, para que não restem dúvidas sobre a segurança que a transportadora oferece.

"Os aviões [A310] estão absolutamente obsoletos. Eu como passageiro não entrava num avião da SATA. O que é dado a ver ao passageiro não tem condições nem conforto em comparação com o que a nossa concorrência oferece", afirmou Luís Miguel Sancho. (Arquivo)

"Os aviões [A310] estão absolutamente obsoletos. Eu como passageiro não entrava num avião da SATA. O que é dado a ver ao passageiro não tem condições nem conforto em comparação com o que a nossa concorrência oferece", afirmou Luís Miguel Sancho. (Arquivo)

"Porque 'quem não deve não teme', solicitámos hoje mesmo à ANAC que promovesse uma auditoria excecional à SATA Internacional para que não subsistam quaisquer dúvidas", afirmou Luís Parreirão.

O responsável máximo pelo grupo SATA falava numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, na sequência de recentes declarações do comandante da SATA Internacional Luís Sancho, em sede da comissão parlamentar regional de inquérito à transportadora aérea açoriana.

Afirmando que a SATA solicitou a "transcrição integral das declarações proferidas pelo referido comandante", Luís Parreirão considerou que o que tem sido referido na comunicação social regional e nacional nos últimos dias "está a provocar fortes danos" à companhia.

"Como é sabido, a atividade de transporte aéreo regular é sujeita ao controlo de um conjunto de entidades nacionais e internacionais. Destas, destacamos a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA) e a ANAC", recordou o presidente da companhia, frisando que "assim acontece também com a SATA".

Todas estas entidades certificam a segurança das operações da SATA, razão pela qual a companhia pode voar para qualquer parte do mundo, nomeadamente para as "exigentes jurisdições" europeia, canadiana e norte-americana, segundo Luís Parreirão.

O responsável referiu que a ANAC emitiu a 30 de julho o certificado de operador aéreo da SATA Internacional que a habilita a desenvolver a sua atividade.

Luís Parreirão afirmou que os aviões A310 do grupo "podem operar em qualquer parte do mundo", lamentando "profundamente a gravíssima situação criada à empresa, aos trabalhadores e aos Açores".

O responsável sublinhou que "tudo fará para defender o bom nome" da empresa e dos trabalhadores.

Na comissão parlamentar de segunda-feira, Luís Sancho considerou que os A310 estão "completamente obsoletos" ao nível do conforto no interior da cabine.

"Em nenhum momento coloquei em causa a segurança da frota A310 ao serviço da SATA Internacional no momento presente. As minhas declarações referiam-se à competitividade da companhia, nomeadamente nas rotas em que a concorrência oferece melhores níveis de conforto aos passageiros, como é o caso da qualidade do entretenimento a bordo", precisou, entretanto, numa nota divulgada na terça-feira.

O comandante referiu que foi ao colocar-se no papel de um potencial passageiro das rotas de médio/longo curso e perante a oferta existente no mercado que afirmou "eu como passageiro não entrava num avião da SATA".

"A SATA Internacional é uma companhia segura, se assim não fosse nem eu prestaria lá serviço e como comandante estou obrigado por lei a relatar a situação à entidade aeronáutica ANAC", afirmou Luís Miguel Sancho na nota.

Aos deputados, o comandante, que em seis meses teve dois processos disciplinares, considerou que os A310 deveriam ser rentabilizados "mais alguns anos", mas a companhia aérea já decidiu passar a voar com os A330.

"Os aviões não têm idade, podem voar praticamente para sempre se formos tomando bem conta deles. A questão aqui é sempre a apresentação do avião", referiu o comandante e auditor na SATA, acrescentando que sempre transmitiu às chefias as "questões relativas à segurança do voo para serem corrigidas e foram sempre desvalorizadas".

Lusa

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