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Combustíveis simples permitem poupar em média 2,6 cêntimos/ litro

A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) considera que a lei dos combustíveis simples "tem sido um sucesso", representando uma poupança média de cerca de 2,6 cêntimos para o consumidor, que "tem saído bastante beneficiado". Já a Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas (Apetro) defende que todos perderam com a lei dos combustíveis simples, menos os postos dos hipermercados, e promete não desistir da luta na Justiça pela reversão da legislação.

EPA

Ao fim de seis meses da entrada em vigora lei nº. 6/2015, que obriga todos os postos de combustível a venderem gasóleo e gasolina sem aditivos, as petrolíferas baixaram as margens, em média, 2,6 cêntimos por litro, segundo o organismo que tem a responsabilidade de aplicação e fiscalização da legislação.

Ao mesmo tempo, a diferença de preço entre o combustível mais básico e o aditivado (´premium') baixou em média de sete para três cêntimos, acrescentou à Lusa o presidente da ENMC, realçando que "o consumidor tem saído bastante beneficiado com esta agressividade comercial e o aumento de oferta".

"Ao fim de seis meses poderemos considerar que a aplicação da lei tem sido um sucesso", declarou Paulo Carmona.

Ainda sem números fechados, desde a entrada em vigor da lei, os hipermercados aumentaram ainda mais a sua quota de mercado, um crescimento entre os 1 e 1,5%, refere, e que por isso deverá estar próxima dos 30%.

Desde a entrada em vigor da lei, a ENMC tem fiscalizado os postos de abastecimento para perceber se cumprem a legislação aprovada por unanimidade, tendo detetado "duas ou três questões", resultantes de uma diferente interpretação da lei, mas "foram ultrapassadas", explicou o responsável.

Petrolíferas querem reversão da lei dos combustíveis simples

"O mal está feito, mas vamos lutar para que a lei seja revertida", afirmou o secretário-geral da Apetro, António Comprido, à Lusa, considerando que a introdução da obrigatoriedade de comercialização de combustíveis simples não veio favorecer nem os consumidores, nem os operadores.

Em declarações à Lusa, o porta-voz das petrolíferas explicou que as empresas tiveram que se adaptar e prescindir dos seus produtos, os consumidores passaram a ter um menor leque de escolha, acompanhado por uma "redução pouco significativa no preço".

"Houve ainda uma redução da qualidade média da oferta, devido à diminuição da oferta aditivada, e o ambiente também perdeu. Por isso, se alguém foi beneficiado foram os operadores que já só comercializavam combustíveis simples", argumentou.

O combustível simples, que desde 17 de abril é obrigatoriamente vendido em todos os postos de abastecimento, é aquele que sai diretamente da refinaria para o consumidor, sem qualquer aditivação.

Com Lusa

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