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Empresas chinesas constroem mais de 4.500 casas sociais em Angola

Três empresas chinesas garantiram empreitadas do Estado angolano no valor de quase 280 milhões de euros, para construir mais de 4.500 casas em cinco províncias, segundo despachos presidenciais a que a Lusa teve hoje acesso.

Um dos projetos chineses de construção de habitações, em Kilamba, arredores de Luanda

Um dos projetos chineses de construção de habitações, em Kilamba, arredores de Luanda

© SIPHIWE SIBEKO / Reuters

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© SIPHIWE SIBEKO / Reuters

Os documentos justificam estes investimentos com a implementação do programa de alargamento da rede de equipamentos sociais e infraestruturas, prevendo o desalojamento de centenas de famílias e, desta forma, a construção de casas sociais em alternativa.

Assinados pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, estes despachos, autorizando a celebração dos respetivos contratos pelo Ministério da Construção, esclarecem ainda que as empreitadas terão "enquadramento financeiro nas Linhas de Crédito da China" a Angola.

O novo empréstimo concedido pelo Governo da China a Angola, que se segue a linhas de apoio anteriores, prevê mais 6.000 milhões de dólares de financiamento a obras cuja execução estão programadas para 2016 e 2017, segundo informação anterior do Governo angolano.

O primeiro destes despachos prevê a construção de infraestruturas urbanas para 500 fogos habitacionais na província de Malange, e respetivos serviços de fiscalização, à empresa Guangxi Hydroelectric Construction Bureau, por 32,2 milhões de dólares (30 milhões de euros).

A mesma empresa garante contrato idêntico, para mais 500 fogos, na província do Bié (igualmente 30 milhões de euros), e outras 450 casas na província do Moxico, neste caso por 30 milhões de dólares (28 milhões de euros).

Já a China Road and Bridge Corporation, segundo mais dois despachos presidenciais, vai construir 450 casas na província do Cunene, por 30 milhões de dólares (28 milhões de euros), e mais 500 casas na província do Uíge, 32,2 milhões de dólares (30 milhões de euros).

Na província de Luanda, a China Machinery Engineering Corporation avança com três projetos distintos, o primeiro dos quais prevendo a construção de 550 fogos habitacionais e respetiva fiscalização da empreitada por 36 milhões de dólares (33,5 milhões de euros).

O segundo envolve a construção de 1.168 casas, igualmente em Luanda, por 59 milhões de dólares (55 milhões de euros).

Um terceiro projeto prevê mais 450 fogos na província capital, por 47,5 milhões de dólares (44,1 milhões de euros).

Entre construção e fiscalização destas seis empreitadas, incluídas no Programa de Investimento Público (PIP) e prevendo a construção total de 4.618 casas sociais, o negócio envolve cerca de 300 milhões de dólares (279 milhões de euros).

Lusa

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