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Italiana Eni sai definitivamente da Galp por 325 M€

A petrolífera italiana Eni anunciou hoje a sua saída em definitivo do capital da Galp Eenergia ao vender a sua última participação de 4 por cento por 325 milhões de euros (M€), a um preço de 9,81 euros por ação.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, a Galp Energia informa que recebeu da Eni a informação de que "concluiu a venda de 33.124.670 ações ordinárias representativas de aproximadamente 4% do capital social da Galp Energia SGPS, S.A. e correspondentes à totalidade da participação da Eni no capital social da Galp".

Segundo os italianos, "a contrapartida total da venda ascendeu a aproximadamente 325 milhões de euros, a um preço de 9,810 euros por ação", correspondendo a um desconto de 2,5% em comparação com a cotação da Galp no fecho da sessão de quinta-feira.

Hoje, às 08:45, o título da petrolífera portuguesa estava a cair 5,16%, para 9,546 euros.

"O processo de 'accelerated bookbuilding' (venda acelerada) foi dirigido exclusivamente a investidores institucionais qualificados", lê-se no comunicado, sendo que a liquidação da oferta terá lugar no dia 24 de novembro de 2015, mediante entrega das ações e pagamento do preço à Eni.

O comunicado indica que, no seguimento da conclusão da venda, "a Eni deixará de deter qualquer participação no capital social da Galp", uma relação que nem sempre foi pacífica e que durou cerca de dez anos.

A totalidade da participação acionista de 33,34% inicialmente detida pela Eni na Galp foi, assim, alienada através de várias transações realizadas desde 2012, por um preço total de 3.283 milhões de euros.

Praticamente na empresa desde 2005, a italiana Eni, após várias duras negociações, acabou por assinar um acordo parassocial em que colocou a Amorim Energia como o acionista preponderante na Galp Energia.

O acordo parassocial entre Américo Amorim e a Eni estabelecia que ambas manteriam as suas participações inalteradas durante cinco anos, o que aconteceu.

Em 2012, a Amorim Energia, que detém atualmente 38,34% da Galp, e a Eni realizaram um outro acordo que implicava a saída faseada dos italianos da petrolífera portuguesa.

Lusa

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