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Comissão de Trabalhadores acusa Unicer de "terrorismo social"

A Comissão de Trabalhadores da Unicer acusou hoje a empresa de "terrorismo social" no final de um plenário na fábrica de Leça do Balio, Matosinhos, onde foi aprovada a greve de dia 16 anunciada pelos sindicatos.

(Arquivo)

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"Neste plenário saiu uma ratificação das formas de luta já anteriormente decididas pelos sindicatos, nomeadamente a greve para dia 16 de dezembro", afirmou à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT), segundo o qual estiveram na reunião marcada pela comissão intersindical cerca de 100 funcionários que aprovaram a medida "por maioria".

Eduardo Andrade destacou que para além dos despedimentos anunciados com o encerramento da unidade de Santarém, estão em causa as "pressões" de que alguns trabalhadores dizem ser alvo por "não aceitarem a rescisão do vínculo laboral que têm com a Unicer".

"Costumamos chamar a isto terrorismo social. É ir fazendo pressão sobre as pessoas de forma a que elas próprias acabem por desistir da situação e acabem por aceitar tudo o que a empresa lhes propõe", acusou.

Na passada sexta-feira, sindicatos e comissão de trabalhadores da Unicer anunciaram ter convocado nova greve, desta vez de 24 horas, e marcaram uma concentração frente à sede da empresa, em Leça do Balio, para o próximo dia 16.

Em causa está a o encerramento da unidade de Santarém e a dispensa de um total de 140 trabalhadores da empresa, 70 de Santarém e 70 afetos à estrutura central e de apoio.

"Percebemos que não está em causa a viabilidade da empresa mas sim uma estratégia de agilização económica de aumentar os lucros da operação e uma estratégia comercial", assinalou hoje Eduardo Andrade.

O responsável da CT lamentou ainda que a Comissão Executiva tenha desmarcado a reunião agendada para a passada segunda-feira onde iriam apresentar "propostas de agilização de setores e de poupança económica".

"Queríamos apresentar isto à Comissão Executiva e a pretexto de a Comissão Intersindical ter marcado um plenário para hoje, cancelou a reunião. Isso no nosso entender não faz sentido nenhum porque a CT é um organismo autónomo e independente", criticou.

O representante dos trabalhadores disse ainda já terem sido denunciadas à Autoridade para as Condições de Trabalho diversas situações que consideram irregulares, desde logo a contratação de estagiários por ordenados inferiores às pessoas dispensadas.

"Temos ainda trabalhadores da área comercial que quando foram consultados para a proposta de rescisão lhes foi pedido que deixassem ficar o seu computador de trabalho, que é a principal ferramenta de trabalho que possuem. Alertamos que seria uma ilegalidade", disse.

A Lusa tentou contactar a Unicer mas tal não foi possível até ao momento.

A empresa tem declarado que mantém uma postura de diálogo com os trabalhadores as organizações que os representam e o seu empenho em "minimizar o impacto das medidas anunciadas" junto dos 140 trabalhadores afetados no processo.

Lusa

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