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Governo dos Açores admite estarem criadas condições para evitar despedimentos nas Lajes

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, disse hoje acreditar estarem criadas condições para evitar despedimentos na base das Lajes, onde está em curso a redução da presença norte-americana.

"Julgo estarem criadas as condições para que, continuando o processo como tem vindo até aqui, possamos chegar a uma situação em que não há necessidade de despedimentos", afirmou Vasco Cordeiro referindo-se aos trabalhadores portugueses na base e ressalvando que este processo ainda está a ser trabalhado.

Vasco Cordeiro falava após ter recebido em audiência, em Angra do Heroísmo, na Terceira, ilha onde se localiza a base das Lajes, o diretor-geral do Departamento de Estado dos Estados Unidos para os Assuntos Europeus e da Euroásia, Conrad Tribble, e o embaixador dos Estados Unidos da América em Lisboa, Robert Sherman, que vão participar na sexta-feira na reunião da comissão bilateral permanente Portugal-Estados Unidos da América (EUA).

O chefe do executivo açoriano referiu ainda o "longo caminho" já feito noutras matérias, como as infraestruturas, a atenção permanente às questões ambientais e a "cooperação concreta" com a região.

Vasco Cordeiro adiantou que um dos assuntos que está presente no relacionamento Portugal-EUA se prende com os possíveis usos futuros da base das Lajes, mas salientou que essa matéria não está no âmbito desta comissão bilateral.

"Está a ser tratado ao nível do Departamento da Defesa, do Congresso [norte-americanos]", declarou, convicto de que a reunião de sexta-feira "tratará de continuar a consolidar este caminho construtivo, que começou por produzir resultados desde logo para os trabalhadores portugueses na base das Lajes", embora ainda não concluído.

O governante realçou ainda que não deixa de ser significativo o facto de a reunião da comissão bilateral permanente ter lugar no arquipélago, considerando que demonstra "o papel verdadeiramente central que os Açores assumem nesta relação entre Portugal e os Estados Unidos nessa relação de já longo tempo, mas que, sobretudo no âmbito do Acordo de Cooperação e Defesa, tem, no caso concreto na base das Lajes, um dos seus principais pilares".

Para o responsável, a reunião da comissão bilateral vai continuar a "consolidar o caminho construtivo", procurando "pontos de equilíbrio" e "pontos de encontro que satisfaçam os interesses de ambas as partes.

"Estou confiante que, da mesma forma como conseguimos percorrer o caminho até aqui, sejamos também capazes de abordar os assuntos que estão pendentes", acrescentou.

Portugal e os Estados Unidos reúnem-se na sexta-feira, a partir das 09:00 locais (10:00 em Lisboa), na comissão bilateral permanente, num encontro em que serão discutidos, entre outros temas, os Açores.

Esta é a terceira reunião da comissão após o anúncio, em janeiro, da redução gradual de trabalhadores portugueses de 900 para 400 pessoas ao longo deste ano, e de civis e militares norte-americanos de 650 para 165, permitindo uma poupança anual de 35 milhões de dólares (29,6 milhões de euros).

No início do ano, os Açores apresentaram um plano de revitalização económica da Terceira para compensar o corte do contingente norte-americano nas Lajes em que pedem ao Governo nacional que assegure junto dos EUA 167 milhões de euros anuais, durante 15 anos, para a ilha.

Mais de metade dessa verba - 100 milhões de euros anuais - tem como destino a "reconversão e limpeza ambiental" de infraestruturas e terrenos construídos e ocupados pelos Estados Unidos ao longo dos mais de 60 anos, alguns deles com problemas já diagnosticados de contaminação.

Lusa

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