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Marisa Matias diz que OE é "virar de página" da austeridade

A candidata presidencial Marisa Matias disse hoje que o Orçamento do Estado para 2016 "começa a estar em linha" com a Constituição Portuguesa, sendo um "virar de página da política de austeridade e do ciclo de empobrecimento".

PAULO NOVAIS

"É um orçamento que começa a estar em linha com o que está inscrito na Constituição, qualquer Presidente da República que jure defender a Constituição obviamente que promulga orçamentos que estão em linha com aquilo que está inscrito na Constituição, recuperar direitos, salários e dignidade, penso que é isso que começa a ser o novo ciclo do novo ano em Portugal", disse aos jornalistas Marisa Matias, no final de uma reunião com responsáveis da Associação Nacional de Sargentos (ANS).

A candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda adiantou que o Orçamento do Estado para 2016 "procura recuperar salários, pensões e investir mais nos serviços públicos", considerando que é "o virar de página da política de austeridade e do ciclo de empobrecimento".

Marisa Matias falava a propósito do artigo de opinião do primeiro-ministro, António Costa, hoje divulgado no Diário de Notícias, no qual afirmou que o Governo vai demonstrar no Orçamento do Estado para 2016 (OE2016) que "é possível reverter o empobrecimento, cumprir a Constituição" e "garantir finanças públicas equilibradas".

A candidata disse também que espera que 2016 seja "um ano de um novo contrato de confiança com os cidadãos" e que "se comece a por a estabilidade da vida das pessoas à frente da estabilidade dos interesses económicos e financeiras".

"Que este novo ciclo político não termine já em Belém, mas que seja de facto um ano de mudança e de viragem na vida de toda a gente para garantir a dignidade e a estabilidade das pessoas que aqui vivem e aqui querem viver", avançou.

Na reunião com responsáveis da ANS, Marisa Matias falou sobre a função das Forças Armadas e da pressão permanente para a guerra que se vive atualmente no mundo.

Para a candidata, as Forças Armadas não devem ter "uma função de mercenários", mas sim "de forças ao serviço da cooperação e da defesa nacional".

"Entendo que as Forças Armadas devem cumprir o papel que está inscrito na Constituição e não embarcar numa lógica de guerra infinita", afirmou, manifestando-se contra o envio de tropas para combater o grupo extremista Estado Islâmico.

Lusa

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