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Trabalhadores da Unicer querem reunião urgente com o ministro da Economia

A Comissão de Trabalhadores (CT) da Unicer alertou hoje para a urgência de uma reunião com o ministro da Economia, para o questionarem sobre as obrigações da empresa face aos fundos comunitários de que usufruiu nos últimos anos.

(Arquivo)

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De acordo com um comunicado da CT, os trabalhadores foram surpreendidos pela antecipação do encerramento da fábrica de Santarém para 31 de janeiro e consideram que esta decisão pode ter sido tomada anteriormente e anunciada agora por motivos estratégicos.

A Unicer anunciou na quinta-feira a antecipação do encerramento da fábrica de Santarém para 31 de janeiro, três meses mais cedo do que o previsto, garantindo no entanto o pagamento de salários dos 70 trabalhadores até abril.

Depois de ter ouvido hoje os trabalhadores, a CT da Unicer salientou o caráter de urgência das audiências pedidas ao Ministério da Economia com o objetivo de indagar "acerca das garantias e contrapartidas assumidas pela Unicer para usufruto dos fundos comunitários que, nos últimos anos (...), ascendem a mais de 60 milhões de euros".

A CT contactou os eurodeputados portugueses para que, com o mesmo objetivo, esclarecessem esta matéria junto da Comissão Europeia e as deputadas Inês Zuber, do PCP, e Ana Gomes, do PS, já remeteram a pergunta ao executivo comunitário.

"Salientamos ainda a preocupação desta CT sobre a justiça dos benefícios fiscais concedidos à Unicer nos últimos anos nomeadamente no que concerne à criação de emprego", diz o comunicado.

A Unicer divulgou quinta-feira, em comunicado, que as 70 pessoas envolvidas já foram informadas, bem como as suas entidades representativas, adiantando que irá salvaguardar os compromissos assumidos com os trabalhadores.

Além da retribuição salarial até 30 de abril, a empresa manterá a "manutenção dos valores de prémio de operação, ou seja, equivalente ao que seria atribuído considerando 30 de abril de 2016 como a data de descontinuação da operação".

A empresa mantém também "o plano de mobilidade interna que prevê a recolocação de até 10 colaboradores na estrutura global da empresa, se se manifestarem disponíveis para tal", indicando que "o novo parceiro está disponível para receber 25 pessoas, reduzindo, desta forma, em 50% o impacto do ponto de vista de empregabilidade".

A Unicer admite que, "apesar de ser difícil", o encerramento da fábrica de refrigerantes de Santarém "é indispensável para a eficiência e competitividade" da empresa, numa "conjuntura de forte instabilidade económica dos mercados internacionais, designadamente Angola, onde a empresa realiza uma boa parte dos seus negócios fora de Portugal".

Em meados de dezembro, a cervejeira concluiu a primeira fase do processo de reajustamento anunciado em outubro, tendo chegado a acordo indemnizatório com 65 trabalhadores da estrutura central e de apoio ao negócio, justificando a descontinuidade da unidade industrial de refrigerantes com a baixa taxa de produção (abaixo dos 30%).

Para a CT, a decisão da empresa anunciada em outubro "representa uma mera opção estratégica e economicista", pois a fábrica de Santarém teve em 2014 "ganhos líquidos económicos que contribuem também para os resultados globais".

Lusa

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