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Nicolás Maduro vai pedir ajuda para enfrentar crise económica na Venezuela

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, viajou hoje ao Equador, onde pedirá ajuda aos países membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para enfrentar a crise económica no seu país.

© Handout . / Reuters

"Venho apresentar um conjunto de propostas para, desde a América Latina, se enfrentar a emergência económica da Venezuela", disse aos jornalistas, à chegada a Quito, onde vai participar na IV Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Celac.

Segundo Nicolás Maduro a Venezuela entrou num "período de turbulência económica", devido à queda dos preços do petróleo, apostando no entanto em manter as políticas sociais e o rumo de crescimento e igualdade.

"Há um balanço positivo desta década que está em curso. Estamos a entrar em situações difíceis. Declarei uma emergência económica para fortalecer o (que é) social, para defender os direitos sociais do povo e para iniciar um novo modelo económico produtivo", explicou.

Com 107 votos contra (da oposição) e 53 a favor, o parlamento venezuelano chumbou no passado dia 22 o Decreto de Emergência Económica assinado por Nicolás Maduro para enfrentar a crise económica no país.

O decreto presidencial, que teria uma duração inicial de 60 dias prorrogáveis e foi declarado constitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça, deverá agora ser devolvido ao chefe de Estado para ser reformulado.

Segundo a oposição, que tem a maioria no parlamento, a aprovação do decreto de emergência poderia agravar a crise, por não abordar com precisão matérias políticas, financeiras e cambiais.

Por outro lado, alegam que não foram publicados dados oficiais sobre os índices económicos e que o decreto facilita a possibilidade de apropriação indevida de fundos, autoriza a opacidade fiscal, não protege o gasto social e poderia servir para atacar algumas empresas privadas.

O decreto, segundo o Governo venezuelano visa combater a "guerra económica" e "construir uma Venezuela produtiva e independente", além de enfrentar a conjuntura criada pela queda dos preços do petróleo, a principal fonte de receitas, em moeda estrangeira, do país.

Lusa

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