sicnot

Perfil

Economia

Fitch revê hoje rating de Portugal

A agência de notação financeira Fitch revê hoje o rating de Portugal. A nota da dívida pública desta agência situa-se ainda no patamar considerado "lixo". Esta semana a Moody's fez saber que está confortável com a notação que atribui a Portugal, e que não altera desde julho de 2014.

(Reuters/Arquivo)

(Reuters/Arquivo)

(Reuters/Arquivo)

Em entrevista à agência Lusa, à margem de uma conferência da Moody's em Lisboa, a responsável pela notação financeira para Portugal, Kathrin Muehlbronner, justificou a manutenção do'rating' com o crescimento económico ainda moderado, o nível elevado da dívida pública e a fragilidade da banca.

"A economia está a crescer, mas não está a crescer muito rápido. Essa é uma preocupação principal na nossa perspetiva. A dívida pública é muito, muito alta e nossa previsão, no nosso cenário, é que desça muito, muito gradualmente. E o setor bancário permanece fraco. Essas são as nossas três preocupações", afirmou Kathrin Muehlbronner.

A vice-presidente sénior da agência, com a pasta das dívidas soberanas, lembrou que a Moody's prevê que a economia portuguesa cresça em torno de 1,5% este ano, abaixo dos 1,8% estimados pelo Governo, mostrando-se preocupada com o investimento, "que não está a melhorar".

Kathrin Muehlbronner disse ainda que a Moody's vê o "consumo privado a acelerar, mas talvez não tanto quanto espera o Governo, com impacto positivo" na economia, alertando no entanto que "há a preocupação de que o consumo privado aumente as importações", com impacto negativo nas contas externas.

Questionada sobre se perante essa estimativa de crescimento ainda moderado para este ano a Moody's vai manter a nota atribuída a Portugal em 2016, a analista disse que "essa é uma decisão que será tomada no momento certo".

  • Sporting de Braga eliminado da Liga Europa
    2:01
  • Dissolução da União Soviética aconteceu há 25 anos

    Mundo

    Assinalaram-se esta quinta-feira 25 anos desde o fim do acordo que sustentava a União Soviética. A crise começou em 80, mas aprofundou-se nos anos 90 com a ascensão de movimentos nacionalistas em praticamente todas as repúblicas soviéticas.