sicnot

Perfil

Economia

Banif eleva défice de 2015 para 4,4%

Portugal teve um défice de 3% no ano passado, era o limite que tinha sido prometido pelo ministro das finanças e pelo anterior governo PSD/CDS. Mas o número dispara para 4,4% ao incluir o que Estado gastou com o Banif. A resolução do banco pesou mais do que o esperado nas contas públicas.

Tiago Petinga/LUSA

Nas contas nacionais trimestrais por setor institucional relativas ao último trimestre de 2015, hoje divulgadas, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que, "para o conjunto do ano 2015, o saldo global das administrações públicas fixou-se em -7.893 milhões de euros, o que correspondeu a -4,4% do PIB", abaixo do défice de 7,2% registado em 2014.

A necessidade de financiamento das administrações públicas "registou um aumento de 1,3 pontos percentuais no ano terminado no quarto trimestre de 2015, relativamente ao trimestre anterior, atingindo 4,4% do PIB", refere.

Este aumento das necessidades de financiamento "foi determinado pelo acréscimo da despesa de capital que reflete o registo da operação de resolução do Banif ocorrida no quarto trimestre de 2015, com impacto negativo no setor das administrações públicas correspondente a 1,4% do PIB", segundo o INE.

O INE adiou o envio a Bruxelas da primeira notificação do Procedimento dos Défices Excessivos, que estava previsto para hoje, mas divulgou o destaque das contas nacionais trimestrais do último trimestre do ano passado em que divulga o valor do défice de 2015.

Este adiamento foi justificado pelo INE com o facto de "não estar disponível toda a informação necessária", sendo que o Ministério das Finanças já veio garantir que enviou "toda a informação sobre as contas do Estado" necessárias ao cálculo do défice e da dívida pública em 2015.

Última atualização às 11:44/Com Lusa

  • "Não podemos fazer de Lisboa uma cidade para turistas"
    2:44

    Opinião

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite da SIC, o mandato de Fernando Medina na Câmara de Lisboa. O comentador da SIC defendeu que o autarca tem "muitos problemas por resolver" e que a Câmara tem investido "mais na recuperação de zonas em que os lisboetas praticamente não conseguem ir". Sousa Tavares disse ainda que Lisboa não pode ser uma cidade para turistas.

    Miguel Sousa Tavares

  • "Putin é uma ameaça maior do que o Daesh"
    0:24

    Mundo

    O senador norte-americano John McCain atacou Vladimir Putin dizendo que é uma ameaça maior do que o Daesh. O antigo candidato à Casa Branca acusa a Rússia de querer destruir a democracia ao tentar manipular o resultado das presidenciais dos Estados Unidos.

  • "É muito importante ceder à tentação de se abolir a liberdade"
    1:06