sicnot

Perfil

Economia

Preço oferecido pelo CaixaBank para controlar BPI é baixo, consideram analistas

Os analistas consideram baixo o preço oferecido pelo CaixaBank para controlar o BPI, na OPA hoje anunciada, que só avança com desblindagem de estatutos, e esperam que as ações do banco voltem a negociar em breve.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Hugo Correia / Reuters

"O preço é bastante inferior àquele que foi oferecido no ano passado. Tomarem como exemplo o fecho de cotação dos últimos seis meses parece-me pouco justo", disse à Lusa o analista Pedro Santos, do XTB, embora referindo que no último ano houve uma perda considerável de valor dos ativos do setor bancário na Europa.

Ainda assim, o analista diz acreditar numa revisão em alta do valor oferecido por ação, de 1,113 euros, o que avalia o BPI em 1.600 milhões de euros, abaixo dos 1.900 milhões de euros da Oferta Pública de Aquisição (OPA) que o banco espanhol lançou no ano passado. Na altura, ofereceu 1,329 euros por cada título, o que valorizava a instituição liderada por Fernando Ulrich em perto de 1.900 milhões de euros.

No mesmo sentido, o analista André Rodrigues, do Caixa - Banco de Investimento, refere que o valor proposto pelo banco catalão para assumir o controlo do BPI é "7,3% inferior à atual avaliação" que o Caixa BI atribui e também "6,5% inferior ao último preço de fecho das ações" (1,19 euros).

Para Albino Oliveira, da Fincor, este preço revela uma posição de força do CaixaBank e deixa a decisão sobre a OPA aos pequenos acionistas, "sobre se aceitam participar nestas condições".

Isto porque, como o CaixaBank (que detém 44,10% do BPI) coloca como condição de sucesso da OPA ter mais de 50% do capital do banco (50% mais uma ação), só precisa de comprar mais 5,9% do capital para a oferta ter êxito.

No entanto, antes disso há outra condição imposta pelo CaixaBank para a OPA ir avante: o fim da blindagem de estatutos. Atualmente, nenhum acionista do BPI pode votar com mais de 20% dos votos, pelo que apesar de o banco espanhol ter 44,10% do capital está limitado na sua ação, ficando assim numa situação semelhante à da angolana Santoro, segunda maior acionista do BPI, que tem 18,58% do banco.

No entanto, como lembram os analistas, mesmo que a desblindagem de estatutos não seja aprovada em assembleia-geral (uma vez que essa alteração exige a aprovação por um mínimo de 75% do capital), tal deverá acabar por acontecer através do diploma que o Governo aprovou na semana passada e que o Presidente da República já promulgou.

Este diploma torna os diretos económicos equivalente aos diretos de voto, o que "aumentaria (a confirmar-se) de forma significativa a probabilidade de sucesso desta oferta", segundo André Rodrigues.

Quanto às ações do BPI, que hoje continuam suspensas de negociação em bolsa pela sexta sessão consecutiva, os analistas acreditam que devem voltar a ser transacionadas em breve.

Na semana passada, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu os títulos enquanto aguardava mais detalhes sobre o princípio de acordo entre CaixaBank e Santoro, para reduzir a expoisição do BPI em Angola (nomeadamente os 50,1% que detém no Banco Fomento Angola), que no domingo ficou sem efeito.

"Agora é preciso que a ação volte a transacionar. Poderá estar para breve", antecipa Albino Oliveira, da Fincor.

Os analistas estimam que, quando os títulos do BPI voltarem a negociar na bolsa de Lisboa, o seu valor se aproxime do oferecido pelo CaixaBank (1,113 euros por ação).

A imprensa refere que a Santoro, de empresária Isabel dos Santos, 'rompeu' o acordo depois de o Banco de Portugal não ter dado a idoneidade aos novos órgãos sociais do BIC Portugal, banco em que é um dos acionistas de referência, nomeadamente a Jaime Pereira como presidente executivo. Já o registo de idoneidade de Isabel dos Santos e de Fernando Teles como administradores não executivos ainda estará em análise.

Quanto à solução para a exposição a Angola, os analistas apontam que -- caso a OPA tenha sucesso -- tal poderá passar pelo 'spin off' dos ativos africanos, ou seja, a solução inicialmente pensada de criação de uma nova sociedade que agregue ativos do banco em Angola ou a venda pelo BPI de parte da sua posição no BFA.

Lembram que a OPA obrigará à integração do BPI no Caixabank, diluindo o investimento do BFA num grupo de dimensão maior.

Lusa

  • Milhares protestam na Catalunha contra Madrid
    1:45

    Mundo

    O Governo de Madrid mostrou-se disposto a dar mais dinheiro e autonomia financeira à Catalunha, se o Governo Regional suspender o referendo independentista. A 10 dias da consulta popular, a tensão é explosiva, com protestos nas ruas, detenções e confrontos com as autoridades.

  • O que separa a Catalunha do resto de Espanha?
    2:12

    Mundo

    Desde 1640, as revoltas catalãs representam a vontade pela distância e pela independência. Numa região que não é reconhecida formalmente como Nação, na Catalunha entende-se e fala-se mais castelhano do que catalão. Mas o que realmente separa a Catalunha do resto de Espanha?

  • Marcelo Rebelo de Sousa avisou que depois das autárquicas viria um novo ciclo. A lógica levou-nos a assumir que estava a falar do PSD, mas hoje, olhando para a situação política, devemos também incluir nessa previsão a “geringonça” e os seus equilíbrios. Não acredito que as coisas mudem até às legislativas, mas as contas só se fazem depois dos votos das autárquicas. Até lá, o tom de voz das esquerdas vai engrossar.

    Bernardo Ferrão

  • #SICnaCampanha

    Autárquicas 2017

    As caravanas estão na estrada e os repórteres da SIC também. Acompanhe aqui os bastidores das autárquicas.

    Live blog

  • PSD não está a lutar "pela sobrevivência" em Lisboa
    3:29

    Autárquicas 2017

    Mais uma volta de norte a sul do país com a campanha dos líderes políticos para as próximas autárquicas. Ainda não acabou a guerra Bloco de Esquerda-CDU. A secretária-geral adjunta do PS bem se esforça, mas não consegue apoio nas ruas como António Costa. Pedro Passos Coelho voltou a aparecer ao lado de Teresa Leal Coelho, mas não quis comentar prováveis resultados na capital.

  • PCP e PS desvalorizam estudo de economistas com alternativa à do Governo
    1:09

    Orçamento do Estado 2018

    Um grupo de economistas, incluindo o deputado independente eleito pelo PS Paulo Trigo Pereira, publicou um estudo em que defende uma proposta alternativa à apresentada pelo Governo. O PCP e o PS desvalorizaram a opinião dos economistas e o Bloco de Esquerda disse que a consolidação orçamental poderia ser mais lenta. Já o PSD e o CDS aplaudem a proposta e defendem que o estudo apresentado é um aviso ao desnorte do Governo. 

  • Complexo Agroindustrial do Cachão abandonado e exposto à poluição
    2:03
  • Família Portugal Ramos
    15:01

    As Famílias Vintage regressaram esta quinta-feira, com uma viagem ao Alentejo. Foi a partir desta região que João Portugal Ramos conquistou um lugar entre os grandes do setor. Desde há 25 anos a vindimar em seu nome, o enólogo produz seis milhões de litros de vinho por ano.

  • Se pedir ao seu cão para ir buscar uma garrafa de vinho ele vai?
    0:49

    País

    Há 25 anos a vindimar no Alentejo, o enólogo João Portugal Ramos produz seis milhões de litros de vinho por ano. Em Estremoz comprou casa e terra. Iniciou a plantação de vinhas próprias e a construção de uma adega. Um espaço que conhece como as palmas da mão. Ele e um amigo muito especial.

  • Presidente das Filipinas pede que matem o filho se estiver envolvido nas drogas

    Mundo

    O Presidente das Filipinas pediu que matassem o seu filho se as acusações de que traficava droga fossem provadas. Rodrigo Duterte destacou ainda que, caso fosse verdade, iria proteger as autoridades que executassem Paolo Duterte. Em causa está a acusação de que o filho do Presidente filipino faria parte da máfia chinesa, que contrabandeia drogas, vindas da China para dentro do país.

    SIC

  • Morreu a mulher mais rica do mundo

    Mundo

    Liliane Bettencourt, herdeira do grupo de cosméticos L'Oréal e a mulher mais rica do mundo, segundo a revista Forbes, morreu na quarta-feira à noite aos 94 anos, anunciou a família.

  • Deputado do Canadá pede desculpa por chamar "Barbie do Clima" a ministra

    Mundo

    O deputado da província de Saskatchewan, no Canadá, chamou na terça-feira a ministra do Ambiente de "Barbie do Clima". Catherine McKenna não gostou de ser apelidada desta forma e acusou Gerry Ritz de ter um comportamento sexista. Após a crítica, foram precisos apenas 20 minutos para o deputado fazer um pedido de desculpas à ministra.

  • Espanhola tenta provar há sete anos que está viva

    Mundo

    Uma mulher de 53 anos está há sete anos a tentar provar que está viva. Segundo o Estado espanhol, Juana Escudero Lezcano morreu a 13 de maio de 2010, mas na realidade quem morreu foi uma mulher com o mesmo nome e data de nascimento.

    SIC