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Caixabank confia na continuidade de Fernando Ulrich no BPI

O Caixabank reafirmou hoje, após o chumbo dos acionistas do BPI à recondução do presidente-executivo Fernando Ulrich, que "confia na sua continuidade à frente do BPI", para "consolidar a posição" do banco no mercado português.

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Numa nota enviada à agência Lusa, o Caixabank indicou que "confia na sua continuidade à frente do BPI", para "manter o programa de melhorias e consolidar a posição do Banco como uma entidade eficiente, sólida e rentável, no contexto do setor financeiro da Europa".

O Caixabank anunciou que iria lançar uma OPA sobre o BPI na semana passada, pretendendo chegar a 70% do capital (atualmente detém 44,1%), pelo que em caso de êxito teria maioria de votos para aprovar a continuidade de Fernando Ulrich na presidência-executiva.

Os acionistas do BPI chumbaram hoje as alterações dos estatutos que permitiriam a recondução de Fernando Ulrich na presidência executiva e possibilitariam ao Conselho de Administração decidir aumentos de capital por entradas em dinheiro até 500 milhões de euros.

Em conferência de imprensa no final da assembleia-geral (AG) anual de acionistas, que decorreu esta manhã no Porto, o presidente do banco, Artur Santos Silva, adiantou que a proposta de alteração de estatutos que visava alterar a regra que proíbe a escolha para a Comissão Executiva dos membros do Conselho de Administração que, à altura da nomeação, tenham idade igual ou superior a 62 anos, foi chumbada por não ter sido atingida a maioria qualificada legal de 66,67% dos votos expressos (votaram a favor 63,68% dos votos expressos).

Esta regra impede, assim, a manutenção de Fernando Ulrich como presidente executivo após o final do atual mandato, já que completou 64 anos no passado dia 26 de abril.

O Caixabank votou a favor da continuidade de Ulrich.

Horas antes da AG do BPI, na conferência de apresentação de resultados do primeiro trimestre, o administrador-delegado do Caixabank elogiou Fernando Ulrich e a sua equipa, destacando o bom trabalho do gestor do banco português.

"Temos estado a colaborar e a apoiar o BPI durante este o OPA e a negociação sobre o excesso de risco em Angola, portanto é uma entidade que conhecemos muito bem. Conhecer o banco implica também conhecer a equipa gestora, a equipa diretiva. Confiamos na equipa, acreditamos que têm feito um bom trabalho e isso, sem dúvida, também torna atrativo o BPI para nós", disse Gonzalo Gortázar.

O responsável acrescentou que com o Caixabank a tomar "o controlo" poderão "gerar sinergias e trabalhar conjuntamente com o BPI".

"No BPI há excelentes profissionais e contamos com eles", salientou.

Lusa

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