sicnot

Perfil

Economia

Cerca de 6.500 taxistas esperados em protesto em Lisboa, Porto e Faro

Cerca de 6.500 taxistas são esperados hoje na manifestação nacional de protesto contra a atividade da Uber em Portugal, que será traduzida em marchas lentas pelas cidades de Lisboa, Porto e Faro.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Hugo Correia / Reuters

Em Lisboa, onde são esperados quatro mil carros, os taxistas vão concentrar-se a partir das 8:00 junto ao Campus da Justiça, no Parque das Nações.

Pelas 09:00 partem em marcha lenta com destino à Assembleia da República, passando pelo aeroporto, Rotunda do Relógio, Avenida Almirante Gago Coutinho, Avenida Estados Unidos da América, Entrecampos, Avenida da República, Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida da Liberdade, Rossio, Rua do Ouro, Câmara de Lisboa, Avenida 24 de julho, Rua D. Carlos I e Assembleia da República.

Os taxistas pretendem ainda levar as famílias, que, no início da rua D. Carlos I, deverão seguir a pé até ao parlamento com os carros atrás. Na Assembleia da República, os trabalhadores querem ser ouvidos pelos partidos.

Segundo o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, os taxistas do aeroporto só se vão juntar à iniciativa quando a marcha lenta passar pelo local.

A PSP aconselhou os lisboetas a andarem hoje de transportes públicos para evitarem os congestionamentos de trânsito previstos.

No Porto, são esperados dois mil carros na concentração, que se inicia pelas 09:00 junto ao Castelo do Queijo e irá terminar na Câmara Municipal, onde os manifestantes serão recebidos pelo presidente Rui Moreira.

Os cerca de 500 taxistas que são esperados em Faro vão juntar-se no Estádio do Algarve, passar pelo aeroporto e parar junto à Câmara, onde também esperam ser recebidos.

Os carros vão circular com autocolantes e bandeiras com palavras de ordem como "A Uber é ilegal" ou "A Uber é crime nacional".

Esta é uma iniciativa conjunta da Federação Portuguesa do Táxi e da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros.

O serviço de transporte Uber permite chamar um carro descaracterizado com motorista privado através de uma plataforma informática que existe em mais de 300 cidades de cerca de 60 países.

Num manifesto entregue ao Governo este mês, as associações apelam à população para se solidarizar na "luta contra a Uber" e afirmam que o serviço é ilegal porque não se "submete às regras legais que em Portugal disciplinam a atividade do transporte em táxi".

A Uber afirma, contudo, que todos os seus parceiros são licenciados e "devidamente escrutinados" e admite que a empresa pode começar a distribuir serviços para táxis em Lisboa e no Porto, à semelhança do que já faz noutras cidades estrangeiras.

Na véspera deste protesto, a plataforma informou que o serviço poderá ser hoje afetado por congestionamentos do trânsito.

Lusa

  • "É evidente que não fecho a porta ao Eurogrupo"
    1:38

    Economia

    O ministro das Finanças diz que não fecha a porta ao Eurogrupo. A declaração é feita numa entrevista ao semanário Expresso. No entanto, Mário Centeno deixa a ressalva que qualquer ministro das Finanças do Eurogrupo pode ser presidente.

  • Itália tenta colocar migrações na agenda do G7 contra vontade dos EUA
    1:45
  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

    José Gomes Ferreira

  • Raízes de ciência e rebentos de esperança
    14:14
  • Portugal pode ser atingido por longos períodos de seca

    País

    Portugal e Espanha podem ser atingidos até 2100 por 'megasecas', períodos de seca de dez ou mais anos, segundo os piores cenários traçados num estudo da universidade britânica Newcastle, que tem a participação de uma investigadora portuguesa.