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Economistas e ex-governantes pedem reconfiguração da banca

Personalidades como João Salgueiro, Manuela Ferreira Leite, António Bagão Félix, entre outros, integram um grupo de reflexão hoje anunciado e que defende um pensamento estratégico sobre a reconfiguração da banca em Portugal.

João Salgueiro

João Salgueiro

2008 - Manuela Ferreira Leite torna-se a primeira mulher a presidir ao PSD, em 34 anos de história do partido, ao ganhar as eleições diretas antecipadas, sucedendo no cargo a Luís Filipe Menezes. Ferreira Leite foi eleita com 37,6 por centos dos votos, seguida de Pedro Passos Coelho, com 31,07 por cento dos votos e de Pedro Santana Lopes com 29,82 por cento. Pedro Santana Lopes anuncia que cessa funções como líder parlamentar por discordar do projeto da nova presidente do partido

2008 - Manuela Ferreira Leite torna-se a primeira mulher a presidir ao PSD, em 34 anos de história do partido, ao ganhar as eleições diretas antecipadas, sucedendo no cargo a Luís Filipe Menezes. Ferreira Leite foi eleita com 37,6 por centos dos votos, seguida de Pedro Passos Coelho, com 31,07 por cento dos votos e de Pedro Santana Lopes com 29,82 por cento. Pedro Santana Lopes anuncia que cessa funções como líder parlamentar por discordar do projeto da nova presidente do partido

© Miguel Vidal / Reuters

"A crise do setor bancário em Portugal (a partir de 2011) e o recente arranque da implementação da União Bancária Europeia tornam inevitável uma profunda reconfiguração do nosso setor financeiro", afirmam os subscritores do designado Grupo de Reflexão para a reconfiguração da banca em Portugal.

Para o grupo, que integra também Alberto Regueira, António Barreto, José António Girão, Júlio Castro Caldas, Manuel Pinto Barbosa, Diogo Ferreira do Amaral, Eduardo Catroga, José Roquette, Miguel Beleza, Nuno Morais Sarmento, Rui Rio, entre outros, é necessário ter em conta os interesses nacionais e "assegurar que os pré-requisitos indispensáveis ao desenvolvimento sustentável do país não são comprometidos".

Defendem que "é urgente combater o excesso de dirigismo das autoridades europeias, que com a anuência/conivência das autoridades nacionais, estão a reconfigurar o setor bancário português sem ter em linha conta as necessidades do tecido empresarial e da sociedade portuguesa, no quadro da sua internacionalização, com vista ao desenvolvimento".

O grupo de reflexão assinala que, "uma vez definido no âmbito da União Bancária, o quadro estratégico a prosseguir, sem discriminação de países ou regiões geográficas, compete aos reguladores nacionais, em articulação com os respetivos governos, zelar pela apropriada estruturação, sustentabilidade e solvabilidade da configuração resultante".

Entendem, a propósito, que "não cabe ao Banco Central Europeu predefinir a configuração do setor bancário de qualquer país, nem o quadro das suas relações externas".

Segundo um comunicado hoje divulgado, a situação desencadeada pelo Banif (resolução) levou a que este grupo olhasse para o futuro da banca em Portugal com especial atenção, defendendo que não deverá acontecer o mesmo com o Novo Banco ou com o BCP.

Fazem, por isso, críticas à atuação do BCE, afirmando que" é fundamental garantir a existência da concorrência no que respeita à origem dos capitais e dos interesses que lhe estão associados, não centralizando o foco num único país estrangeiro".

Consideram indispensável que, no âmbito da definição da estrutura acionista do Novo Banco e do BCP, sejam conhecidos e responsabilizados todos os intervenientes, de forma a assegurar a transparência do processo, a competitividade do sistema e a sua contribuição efetiva para o desenvolvimento da economia em Portugal.

Os subscritores deste grupo entendem ainda que a reconfiguração da banca "exige um combate político determinado, com demarcação clara, por parte dos responsáveis, de uma linha vermelha entre soluções que são aceitáveis e as que não são admissíveis".

A constituição deste grupo de reflexão surge depois de ter sido abordada a possibilidade de estar a ser preparado um manifesto sobre a eventual "espanholização da banca", que até agora nunca foi divulgado.

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite