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Novos donos da CP Carga admitem recrutar trabalhadores ainda em 2016

A Medlog, nova designação da CP Carga privatizada em janeiro, vai aumentar o número de trabalhadores ainda este ano para cumprir a estratégia de crescimento, que prevê a liderança na Península Ibérica, afirmou hoje o presidente.

(Arquivo Lusa)

(Arquivo Lusa)

MARIO CRUZ

"Vamos manter todos os postos de trabalho e vamos ter que recrutar pessoas se queremos crescer. O atual contingente não tem margem para a empresa crescer", afirmou Carlos Vasconcelos à margem da apresentação da nova marca, quatro meses após a aquisição de 95% da CP Carga pelo grupo suiço MSC.

Desde a aquisição da empresa ao grupo CP - Comboios de Portugal, os novos donos já reforçaram o departamento comercial com cinco pessoas, pagaram dívidas da empresa no valor de 52 milhões de euros e investiram cerca de 12 milhões de euros na aquisição de quatro locomotivas.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Vasconcelos revelou que o plano da Medlog passa por mudar a filosofia da atividade em Portugal e expandir para Espanha, primeiro, e depois para o resto da Europa.

"A questão mais importante é continuar a assegurar todos os serviços que a empresa vinha a assegurar, mas não queremos ficar por aí. Queremos expandir em Portugal o que é possível e sobretudo passar a fronteira", adiantou.

Em Portugal, acrescentou, "o essencial é mudar a filosofia no transporte de comboio multicliente para comboio multiproduto", estando a estudar a aquisição de plataformas para poder transportar camiões.

"Temos a perceção que um dos maiores clientes da ferrovia é a rodovia, mas não a queremos combater, preferimos antes trazer a rodovia para a ferrovia", acrescentou.

Em Espanha, o plano para este ano prevê a manutenção dos serviços com parceiros, mas em 2017 a Medlog prevê lançar novos serviços, com a meta de ser "o maior operador ibérico de mercadorias".

A venda de 95% do capital da CP Carga à operadora ferroviária suíça Mediterranean Shipping Company Rain (MSC), por 53 milhões euros, foi concluída em 20 de janeiro, após a Autoridade da Concorrência (AdC) ter dado luz verde ao negócio.

Mas a privatização da empresa foi conduzida pelo anterior governo, que assinou o acordo para a venda a 21 de setembro de 2015.

A proposta da MSC Rail venceu o concurso com uma proposta de 53 milhões de euros na CP Carga - 51 milhões de euros para capitalização e dois milhões no valor das ações -, que comparava com a da Atena Equity Partners, no valor de 45,5 milhões de euros, e da Cofihold de 30 milhões de euros.

Segundo o responsável, a empresa suíça investiu 52 milhões na CP Carga (a partir de agora Medlog) ao pagar as dívidas que a empresa tinha, nomeadamente com o setor bancário.

O novo nome da empresa - Medlog - resultou da adaptação de uma proposta feita por um dos 542 colaboradores no âmbito de um concurso lançado internamente.

Lusa

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