sicnot

Perfil

Economia

Divisas nos bancos comerciais caem quase 65% numa semana em Angola

A injeção de divisas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) nos bancos comerciais caiu quase 65 por cento na última semana, para 77,4 milhões de dólares, com a moeda norte-americana a bater máximos no mercado informal.

© Stringer . / Reuters (Arquivo)

A informação consta do relatório semanal do BNA sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, no período entre 16 e 20 de maio, e contrasta com os 217,8 milhões de dólares (194,3 milhões de euros) da semana anterior, que então terminou com um ciclo de mais de 20 dias sem vendas de moeda estrangeira na banca.

De acordo com o documento, consultado hoje pela Lusa, foram disponibilizadas na última semana divisas - apenas em moeda europeia e para operações do Estado - no valor de 69,2 milhões de euros (77,4 milhões de dólares) aos bancos comerciais, dos quais 5,6 milhões de euros para "cobertura de operações diversas do executivo" e 35,8 milhões de euros para garantir a responsabilidade externa de pagamentos do estatal Banco de Poupança e Crédito.

Há ainda registo de 26,4 milhões de euros para cobertura de "operações dirigidas diversas" e 711,2 mil euros para a garantir "necessidades do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos", refere a mesma informação do BNA.

A taxa de câmbio média de referência de venda do mercado cambial primário, apurada ao final da última semana, permaneceu praticamente inalterada nos 166,708 kwanzas por cada dólar e de 186,262 kwanzas por cada euro.

Contudo, no mercado de rua, a única alternativa, embora ilegal, à falta de divisas aos balcões dos bancos, a nota de um dólar está a ser transacionada já acima dos 600 kwanzas, quase quatro vezes mais do que a taxa oficial, renovando máximos praticamente todas as semanas.

Angola enfrenta uma crise financeira e económica com a forte quebra (50%) das receitas com a exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de austeridade.

A conjuntura nacional levou a uma forte quebra na entrada de divisas no país e a limitações no acesso a moeda estrangeira aos balcões dos bancos, dificultando as importações.

A falta de divisas, em função da procura, dificulta, por exemplo, a transferência de salários dos trabalhadores de expatriados, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a 06 de abril que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos foram debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, prosseguindo durante uma visita ao país, agendada para o período entre 01 e 14 de junho.

O ministro das Finanças de Angola, Armando Manuel, esclareceu entretanto que este pedido será para um Programa de Financiamento Ampliado para apoiar a diversificação económica a médio prazo, negando que se trate de um resgate económico.

Lusa

  • Bancos angolanos continuam sem acesso a divisas

    Economia

    Os bancos angolanos continuam praticamente sem acesso a divisas. Na primeira semana de maio, o banco nacional de angola apenas disponibilizou 3 milhões e 600 mil euros para o pagamento de operações de duas empresas públicas: a companhia aérea angolana e a televisão pública.

  • Avião cruza-se com drone a 900 metros de altitude
    2:01
  • Naufrágio na Colômbia registado em vídeo
    2:11
  • PSP descentraliza a regularização de armas
    3:55

    País

    A PSP de Bragança percorreu os 12 concelhos do distrito ao encontro dos proprietários de armas com vista à sua regularização. A iniciativa, que pretende evitar a deslocação das pessoas à capital de distrito, teve uma forte adesão.

  • O último adeus a Miguel Beleza

    País

    O velório do economista e ex-ministro das Finanças realiza-se esta segunda-feira na Igreja do Campo Grande, em Lisboa, a partir das 18h00.

  • Trump quebra tradição da Casa Branca com 20 anos

    Mundo

    Donald Trump decidiu não fazer um jantar de celebração pelo fim do Ramadão, o mês em que os muçulmanos cumprem jejum entre o nascer e o pôr do sol. O Presidente dos Estados Unidos quebrou a tradição da Casa Branca, pela primeira vez em 20 anos.