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Governador do Banco de Portugal insiste na tese do "banco mau"

O Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, defende o conceito de "banco mau" como solução para solucionar o peso do crédito malparado dos bancos portugueses, num artigo que vai ser publicado no Jornal de Negócios.

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal.

© Hugo Correia / Reuters

"Não será um banco, uma vez que não receberá depósitos nem concederá crédito", especifica Carlos Costa num artigo de opinião que vai ser publicado na íntegra na edição de terça-feira do Jornal de Negócios, mas a edição de hoje destaca já os aspetos relativos ao "banco mau" defendidos pelo Governador do Banco de Portugal.

Para Carlos Costa, "uma das medidas essenciais para repor a rentabilidade é extrair do balanço os ativos não produtivos através da venda a terceiros ou da transferência para um veículo que assuma a gestão e a recuperação do respetivo valor", insistindo na tese do "banco mau".

Segundo o jornal, Carlos Costa avança com pormenores sobre como poderia funcionar o "banco mau", sendo que um dos "destaques" é a concretização das necessárias garantias associadas: uma nacional e uma europeia, no caso, o Mecanismo Europeu de Estabilidade.

"Na falta de investidores privados e dada a natureza sistémica dos problema dos ativos não produtivos, será necessário um esquema público nacional e europeu que garanta a cobertura das necessidades do capital e que as minimize", afirma o Governador do Banco de Portugal acrescentando que "esse esquema poderá ser uma garantia do soberano e uma contra-garantia do Mecanismo Europeu de Estabilidade".

Nesse sentido, "é necessário negociar com a Comissão Europeia uma isenção ('waiver') em moldes semelhantes à que foi decidida no início da crise do 'subprime', em 2008", explica Carlos Costa.

Segundo explica o Jornal de Negócios, "a inspiração geral" é o modelo italiano que conheceu a concordância de Bruxelas, "mas com possíveis adaptações".

Lusa

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