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Presidentes da China e Polónia saúdam ligação ferroviária entre os dois países

O Presidente da China, Xi Jinping, e o seu homólogo polaco, Andrzej Duda, saudaram na segunda-feira a chegada a Varsóvia de um comboio de mercadorias chinês, simbolizando o reforço da cooperação económica entre os dois países.

Xi Jinping e Andrzej Duda.

Xi Jinping e Andrzej Duda.

© Agencja Gazeta / Reuters

Os dois estadistas assistiram lado a lado ao fim da travessia de 13 dias do China Railway Express, que partiu de Chengdu, capital da província de Sichuan, no sudoeste da China.

Cerca de 20 comboios de mercadorias fazem semanalmente a viagem entre a China e a Polónia, transportado produtos eletrónicos, alimentos, bebidas alcoólicas e peças para automóveis.

Lançada em 2013, a viagem demora entre 11 e 14 dias, uma fração do tempo despendido pelo transporte marítimo, que é feito entre 40 e 50 dias.

Trata-se de uma das mais extensas ligações ferroviárias do mundo e faz parte da iniciativa chinesa "nova Rota da Seda".

Trata-se de um gigante plano de infraestruturas que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste asiático.

Especialistas consideram que Varsóvia quer utilizar a ligação para corrigir um crónico desequilibro na balança comercial, reforçando as exportações de produtos agrícolas, como leite, carne e maçãs.

A Polónia é o maior parceiro comercial da China no leste da Europa e, em 2015, as trocas comerciais somaram 15,2 mil milhões de euros, segundo dados oficiais chineses.

Xi e Duda mastigavam também uma rosada maçã polaca, à medida que o comboio chegava.

A Polónia, um dos maiores produtores de maçãs da União Europeia, tem sido gravemente afetada pela decisão da Rússia de proibir a importação de frutas do país, como retaliação às sanções impostas pela União Europeia a Moscovo, em 2014, devido à crise na Ucrânia.

Os acordos assinados durante a visita de Xi permitem ao país começar a exportar maçãs para a China.

Xi Jinping urgiu ainda a Polónia a "tirar máximo proveito da sua posição como membro fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas" (BAAI).

Visto inicialmente em Washington como um concorrente ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), duas instituições sediadas nos EUA e habitualmente lideradas por norte-americanos e europeus, o BAAI acabou por suscitar a adesão de mais de vinte países fora da Ásia, incluindo Portugal.

Das grandes economias mundiais, apenas os EUA e o Japão ficaram de fora.

Referindo-se ao BAAI como o "maior fundo de investimentos do mundo", o vice primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, disse aos jornalistas que Varsóvia está a discutir "investimentos enormes" com Pequim.

"É ainda cedo para dizer que chegamos a algum tipo de conclusão", afirmou, revelando apenas que estão envolvidos "milhares de milhões".

Lusa

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