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João Galamba diz que a Europa precisa de estabilidade e não de "incendiários"

O porta-voz do PS, João Galamba, comentou hoje as declarações do ministro das Finanças alemão dizendo que a Europa, nesta fase, precisa de estabilidade e não de "incendiários".

"A última coisa que precisamos neste momento é de incendiários. Já chega a situação complicada no Reino Unido", vincou o socialista, em declarações ao parlamento após o ministro alemão Wolfgang Schäuble ter abordado um eventual segundo resgate financeiro a Portugal.

A Europa, diz Galamba, "precisa de estabilidade, serenidade e não de declarações" como as do ministro das Finanças alemão, que, advoga, não tem "correspondência com os factos" económicos de Portugal.

O Ministério das Finanças já garantiu entretanto que não está a ser considerado qualquer novo resgate, acrescentando que o Governo está empenhado em cumprir as metas orçamentais.

"Tendo em conta as declarações do ministro alemão das finanças, Wolfgang Schäuble, e ainda que tendo sido imediatamente corrigidas pelo próprio, o Ministério das Finanças esclarece que não está em consideração qualquer novo plano de ajuda financeira a Portugal, ao contrário do que o governante alemão inicialmente terá dito", lê-se no comunicado divulgado hoje à tarde.

O gabinete liderado por Mário Centeno refere ainda que o Governo "continua e continuará focado no cumprimento das metas estabelecidas para retirar Portugal do Procedimento por Défices Excessivos" e refere que um sinal disso mesmo são "os dados da execução orçamental conhecidos até ao momento".

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou que Portugal está a pedir "um segundo programa" e que "vai consegui-lo", em declarações citadas pela agência de informação financeira Bloomberg.

Mais tarde, já em declarações aos jornalistas, o governante alemão corrigiu as suas declarações: "Os portugueses não o querem e não vão precisar [de um segundo resgate] se cumprirem as regras europeias", precisou.

O presidente do PS também já abordou o tema, criticando as declarações contraditórias proferidas pelo ministro das Finanças alemão sobre um eventual segundo resgate a Portugal, considerando que são causa da existência de cada vez mais europeus contra essa "arrogância persistente".

Carlos César, também presidente do Grupo Parlamentar do PS, não quis comentar a posição do ministro das Finanças da Alemanha do ponto de vista político ou financeiro, mas deixou o seguinte reparo à agência Lusa: "Como se percebe, nem o próprio Wolfgang Schäuble percebeu o que disse e do que falava".

Lusa

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