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Taxa desemprego em Portugal em maio inalterada em 11,6%

A taxa de desemprego em Portugal manteve-se inalterada em 11,6% em maio de 2016, comparando com o número revisto de abril, mas caindo face aos 12,4% de há um ano, com o desemprego entre os jovens a cair, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A "estimativa provisória da população desempregada para Maio de 2016 foi de 587,4 mil pessoas, o que representa um decréscimo de 0,9% face ao valor definitivo obtido para Abril de 2016, ou menos 5,2 mil pessoas", diz o INE.

Por seu turno, "a estimativa provisória da população empregada foi de 4,479 milhões de pessoas, tendo diminuído 0,6% em relação ao mês anterior, ou menos 26,7 mil pessoas".

O INE adiantou que, em maio de 2016, a taxa de desemprego das mulheres igualou a dos homens, nos 11,6%, enquanto a taxa de desemprego dos jovens se situou em 28,6% e diminuiu 1,2 pontos percentuais (pp) em relação ao mês precedente.

A taxa de desemprego dos adultos foi de 10,3% e aumentou 0,1 pp em relação ao mês anterior.

Nestas estimativas foi considerada a população dos 15 aos 74 anos e os valores foram previamente ajustados de sazonalidade.

"A taxa de emprego, em Maio de 2016, situou-se em 57,4%,tendo diminuído 0,3 pontos percentuais (pp) em relação ao mês anterior", afirmou o INE.

O Orçamento do Estado de 2016 projetava uma taxa de desemprego de 11,3% no conjunto do ano, mas tinha com o pressuposto um crescimento económico mais forte do que o que se tem verificado este ano.

Ontem, o Ministro das Finanças Mário Centeno disse que Portugal poderá cortar a sua estimativa de um crescimento de 1,8% para 2016, muito superior às da OCDE e do Banco de Portugal (BdP), sobretudo devido à expectativa de degradação da envolvente externa em especial após o Brexit.

A economia terá, contudo, o seu terceiro ano de crescimento, após ter crescido 1,5% em 2015 e 0,9% em 2014.

A troika tem alertado que a desaceleração da economia portuguesa vem desde o segundo semestre de 2015, tendo o consumo privado mantido alguma dinâmica, mas o crescimento das exportações enfraqueceu dada a contração da procura nos principais mercados de exportação de Angola, Brasil e China.

Apesar de poder vir a rever a expansão económica, Mário Centeno não vê necessidade de cortar a meta de 2,2% do PIB para o défice público em 2016, de 4,4% em 2015, valor que incluiu a injeção na resolução do Banif.

Reuters