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OCDE prevê regresso da taxa de emprego aos níveis "pré-crise" em 2017

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE) estima que a taxa de emprego regresse em 2017 a níveis "pré-crise", defendendo que os países devem melhorar a qualidade do emprego e a desigualdade de oportunidades.

© Jon Nazca / Reuters (Arquivo)

De acordo com o relatório Perspetivas do Emprego 2016, divulgado hoje, a economia global está "presa numa ratoeira de baixo crescimento", por isso será necessário que os países apostem na melhoria das qualificações dos seus trabalhadores e em reformas estruturais que impulsionem a produtividade "para suportar a criação de emprego, a satisfação no trabalho e a melhoria das condições de vida".

A média da OCDE para a taxa de emprego de pessoas entre os 15 e os 74 anos situou-se em 60,2% no quarto trimestre de 2015 e espera-se que alcance um nível à volta dos 60,8% no final deste ano, o que foi registado entre outubro a dezembro de 2007, e 61% em 2017.

Segundo a OCDE, há países que já ultrapassaram os níveis pré-crise em termos de emprego (Chile, Alemanha e Turquia), enquanto o intervalo entre as perspetivas para 2017 e o final de 2007 permanece elevado em alguns países europeus, nomeadamente Grécia, Irlanda e Espanha.

Em todo o caso, a OCDE diz que dois terços dos seus 34 membros deverão recuperar essas taxas pré-crise.

Portugal será um dos países que ainda não conseguirá chegar aos níveis de 2007 no próximo ano, uma vez que a taxa de emprego no país se situava nesse ano nos 63,5% (acima da média da OCDE) e em 2017, a organização estima que se situe nos 58,7%.

Relativamente à taxa de desemprego, no último trimestre de 2007, Portugal apresentava uma taxa de 7,8% e em 2017 a OCDE estima que o valor da taxa no país se situe nos 11,3%.

O desemprego médio entre os membros da OCDE situa-se atualmente nos 6,5% e a organização estima que alcance os 6,1% no próximo ano, acima dos 5,6% registados no último trimestre de 2015.

Segundo a OCDE, um em cada três desempregados era de longa duração (mais de um ano sem trabalhar) no final de 2015, o que implica mais 54,5% do que em 2007.

A média do desemprego entre os jovens, que é um dos assuntos que tem preocupado a OCDE, era de 13,4%, quatro pontos abaixo do pior nível pós-crise mas acima dos 12,1% do valor de 2007.

Lusa

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