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Secretário-geral da OCDE pede flexibilidade a Bruxelas

O secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, defendeu hoje, em Lisboa, que a "última coisa" de que a Europa precisa neste momento é "criar divisões" através da aplicação de sanções, pedindo flexibilidade às instituições europeias.

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE (AP/ Arquivo)

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE (AP/ Arquivo)

Markus Schreiber

"Este é um momento para trabalhar em respostas conjuntas a crises como o crescimento económico medíocre e para enfrentar desafios como a crise dos migrantes e refugiados, ao terrorismo e ao 'Brexit'. E claro, a última coisa que precisamos é de criar divisões entre nós ao aplicar sanções", afirmou o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Angel Guría discursava no Fórum Global de Produtividade da OCDE, que teve início na quinta-feira e termina hoje, em Lisboa, e aproveitou para comentar a abertura de um processo de sanções a Portugal e Espanha pela Comissão Europeia, que concluiu que os dois países não tomaram "medidas eficazes" para corrigir os seus défices excessivos.

"Nem sequer são sanções, porque estão relacionadas com o passado, não com o futuro", apontou o secretário-geral, criticando que a sua aplicação "não tem em consideração a crise do setor bancário".

Na opinião do líder da instituição sediada em Paris, a crise da banca exige aos Estados que "seja feito o que for preciso" para manter a estabilidade, não pelo bem dos banqueiros, "mas pelo bem dos depositantes e da confiança dos sistemas económico e financeiro desses países".

Por isso, insistiu, "a última coisa que é necessária neste momento é que a Comissão Europeia fale agora sobre sanções a países que se desviaram do objetivo de redução do défice em 0,2 pontos percentuais".

Portugal encerrou o ano anterior com um défice de 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas excluindo a recapitalização do Banif esse valor cai para 3,2% (segundo Bruxelas), o que fica 0,2 pontos percentuais acima dos 3,0% previstos nas regras europeias.

"O que estamos a dizer é que a resposta não são sanções. É flexibilidade", reiterou.

Lusa

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