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FMI aponta melhoria na recessão do Brasil para 3,3% em 2016

O Fundo Monetário Internacional reviu hoje a estimativa da recessão no Brasil para 3,3%, melhorando 0,5 pontos percentuais face ao previsto em abril, e antecipa agora uma expansão de 0,5% em 2017.

© Pawel Kopczynski / Reuters

"A confiança dos consumidores e empresários parece ter já batido no fundo no Brasil, e a recessão do PIB no primeiro trimestre foi mais leve que a antecipada", lê-se na atualização ao World Economic Outlook, hoje publicada.

No documento, que atualiza as projeções feitas no relatório do abril, e que está muito centrado nos efeitos do referendo que ditou a saída do Reino Unido da União Europeia, os peritos do FMI acrescentam que "está projetado que a recessão de 2016 seja ligeiramente menos severa de 3,8% para 3,3% do PIB, com um regresso ao crescimento positivo em 2017".

Os analistas afirmam, no entanto, que "as incertezas políticas mantêm-se e podem ensombrar a perspetiva de evolução" da economia brasileira, a maior da América Latina, e que já no ano passado sofreu uma recessão de 3,8%.

A economia global, por seu turno, deverá crescer 3,1% este ano e 3,4% em 2017, o que mostra um corte de 0,1 pontos percentuais face à estimativa de abril.

No relatório, dominado pelas consequências da saída do Reino Unido da União Europeia no seguimento do referendo, o FMI escreve que "o resultado do referendo no Reino Unido, que surpreendeu os mercados financeiros globais, implica a materialização de um risco descendente importante para a economia mundial", o que tem como consequência piores perspetivas económicas para 2016-2017, apesar do desempenho melhor do que o esperado no início de 2016.

O FMI argumenta ainda que piorou as suas expectativas devido ao "aumento considerável da incerteza, incluindo na frente política", alertando que esta incerteza poderá penalizar a confiança e o investimento.

Ainda assim, as projeções hoje apresentadas consideram "a assunção benigna" de que há uma redução gradual da incerteza, que há acordos entre o Reino Unido e a União Europeia que impedem um aumento das barreiras comerciais, que garantem que não há uma disrupção grande nos mercados financeiros e que as consequências políticas do Brexit são limitadas.

Lusa

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