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FMI recomenda aumento de impostos ao Brasil

​O Brasil deverá aumentar os impostos para completar a proposta já apresentada de limitar o crescimento dos gastos públicos, recomendou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).

© Ueslei Marcelino / Reuters

"O novo governo deve complementar a proposta de um teto para os gastos com medidas tributárias e resolver a rigidez das despesas e mandatos insustentáveis, incluindo na previdência", lê-se num documento do FMI para a reunião ministerial do G20, grupo dos países mais ricos do mundo, que começa sábado na China.

Os economistas do FMI justificaram que a reduzida margem para o Banco Central brasileiro baixar os juros aumenta a necessidade de o país procurar o equilíbrio nas contas públicas.

"No Brasil, o espaço para políticas de estímulo monetário é limitado por pressões inflacionárias subjacentes, e a consolidação fiscal deve continuar para reduzir os grandes défices [nas contas públicas]", sublinhou.

Além do aumento de impostos e de contenção nos gastos, o documento sugere que o país prossiga com reformas estruturais que aumentem a produtividade e a competitividade.

Na visão dos economistas do Fundo, o Brasil também necessita de dar continuidade à implementação do programa de concessões de infraestruturas.

De acordo com o FMI, as condições no Brasil e na Rússia estão a melhorar e os dois países podem retomar o crescimento económico no próximo ano.

O FMI referiu ainda que a alta recente no preço das 'commodities' alivia as pressões sobre os países emergentes, mas os preços continuam baixos, e empresas no Brasil, na Índia e na Turquia estão endividadas, o que pode trazer dificuldades, caso as condições da economia internacional se agravem e o fluxo de capitais se reduza.

No início do mês, o ministro das Finanças brasileiro, Henrique Meirelles, anunciou querer reduzir a meta fiscal do défice através da obtenção de receitas extra no próximo ano, falando, por exemplo, em venda de ativos, concessões e outorgas.

Na ocasião, o responsável pelas finanças brasileiras referiu que um aumento de impostos viria apenas em último caso.

O Brasil será representado na reunião do G20 pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Lusa

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