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BE quer que Portugal conte com um "banco público forte"

A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Mariana Mortágua considerou esta quinta-feira que Portugal tem que ter um banco público forte, que garanta a estabilidade do sistema financeiro, pelo que apoia a injeção de capital na Caixa Geral de Depósitos (CGD).

"O mais importante é que Portugal tenha um banco público forte. Isso garante a estabilidade do sistema. Para tal tem que ter capital. É por isso que o Bloco de Esquerda não se opõe que o Estado use dinheiro público para capitalizar um banco público", destacou.

"Isto é muito diferente do que defender o uso de dinheiro público para capitalizar bancos privados", assinalou, durante a sua intervenção no debate sobre a CGD na comissão permanente da Assembleia da República.

Face às críticas da oposição (PSD e CDS) ao PS, ao Bloco de Esquerda e ao PCP, partidos que têm a maioria parlamentar e suportam o executivo de António Costa, Mortágua vincou que "o Bloco votou contra na altura de injetar dinheiro público no Banif, e que o PSD viabilizou".

A deputada bloquista realçou ainda que "o governo PSD/CDS injetaram dinheiro público no BES".

E acrescentou: "Mais uma vez não percebemos a posição do PSD sobre o valor da recapitalização. Se acham que o valor é excessivo é porque sabem quanto é que a CGD precisava. Então porque é que não fizeram a recapitalização".

Mortágua aproveitou a ocasião para apelar para que não haja despedimentos na CGD.

"Queremos uma CGD que não despeça funcionários", sublinhou, considerando que não podem ser repetidos os processos pelos quais passaram os trabalhadores do Novo Banco e do Banif, que na sua ótica foram "desrespeitados".

A deputada concluiu que "não podem ser os trabalhadores as vítimas deste processo" de reestruturação do banco estatal.

Lusa

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