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FMI alerta que Brasil precisa de um ajuste fiscal "mais forte"

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental, Alejandro Werner, alertou esta quinta-feira que o Brasil precisa de um ajuste fiscal "mais forte" e enviar sinais de que está comprometido com isso.

"Todas as economias da América Latina estão numa situação fiscal mais fraca do que se esperava (...) Há algumas economias que precisam de um programa gradual de ajuste, e há aquelas que precisam de um ajuste mais forte, como o Brasil", disse, na 20.ª conferência anual do Banco de Desenvolvimento da América Latina, em Washington.

Para o economista, citado pelo jornal O Globo, o Brasil necessita de enviar sinais de que está comprometido com o ajuste, a nível institucional e político.

Durante o seu discurso, Alejandro Werner considerou que os problemas fiscais são também derivados da mudança do cenário global, que acabou com o ciclo de altos preços das 'commodities'.

Para o responsável do FMI, a situação de fragilidade dos países da zona gera riscos notáveis depois de "a classe política latino-americana se ter acostumado a governar em tempos de abundância" na década passada.

Em julho, o FMI previu que a América Latina terminará o ano em recessão, pelo segundo ano consecutivo, com um crescimento negativo de 0,4%.

"Os brasileiros gostariam de não fazer o ajuste, até porque têm uma situação política mal resolvida, mas, por outro lado, têm a menor margem de manobra fiscal da região", disse Augusto de La Torre, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, presente no mesmo encontro.

O economista, citado pelo diário brasileiro, alertou que o Brasil sofre por ter taxas de juro muito elevadas por muito tempo e criticou os problemas entre o Governo e os estados sobre dívidas e financiamento.

Augusto De La Torre acrescentou que parece existir um grupo de economistas que crê que se o Brasil chegar a um acordo político para o ajuste fiscal, tal pode gerar credibilidade e uma diminuição dos juros.

"A maioria dos observadores pensa que o Brasil já tocou no fundo e que a economia está contraindo num ritmo menor e que no próximo ano o crescimento se regenerará e teremos um crescimento positivo. Parte disso tem influência do golpe de otimismo que veio com os Jogos Olímpicos", referiu.

Lusa

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