sicnot

Perfil

Economia

Maria Luís diz que aprovação do OE depende de maioria que apoia o Governo

A vice-presidente do PSD Maria Luís Albuquerque insistiu esta quinta-feira na ideia de que a aprovação do Orçamento do Estado (OE), "instrumento primeiro de governação", cabe em exclusivo aos partidos que apoiam no parlamento o Governo do PS.

"Aquilo que o PSD tem dito e repetido, nomeadamente através do seu presidente, é que a responsabilidade da preparação e aprovação do Orçamento é da maioria e não da oposição. O Orçamento é o instrumento primeiro da governação e quem suporta o Governo é que tem essa responsabilidade de preparar um Orçamento e o fazer aprovar no parlamento", vincou a social-democrata.

Maria Luís Albuquerque falava à agência Lusa e à SIC em Atenas, capital grega, onde interveio esta tarde numa conferência a convite do partido grego Nova Democracia.

Questionada sobre os dados económicos portugueses, e a estratégia do atual executivo, a antiga ministra das Finanças sustentou que "neste momento" já não são discutidas "expectativas ou previsões", antes "resultados concretos que são observáveis" e preocupantes.

"A estratégia de apostar no consumo e na procura interna já deu muito maus resultados no passado e infelizmente está a correr mal novamente", frisou.

Depois, a social-democrata vincou que "o que é importante para o PSD é que as coisas corram bem para o país", e um cenário de eventual vitória futura do partido em eleições após perturbações económicas no país não é desejável.

"Ganhar eleições porque o partido anterior, que governou antes de nós, voltou a colocar o país numa situação de bancarrota, é algo que no PSD ninguém deseja", disse.

Convidada para estar em Atenas pelo partido grego Nova Democracia e transmitir a sua experiência enquanto ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque falou durante cerca de 20 minutos sobre a sua vivência como governante mas contextualizou também perante algumas centenas de gregos a atual situação política e económica portuguesa.

A visita da antiga governante antecede em um dia uma cimeira de líderes de países do sul da União Europeia (UE), encontro convocado pelo primeiro-ministro helénico, Alexis Tsipras, e que contará com o chefe do Governo português, António Costa.

Sobre esta reunião informal, a dirigente social-democrata reconheceu "dificuldade" em entender a sua existência e eventuais "vantagens".

"Confesso que tenho muita dificuldade em perceber estas iniciativas que juntam países do sul. Acho que isto só contribui para acentuar o preconceito e divisão entre sul e norte. A UE é uma só, a área do euro é uma só", sublinhou aos jornalistas portugueses.

Maria Luís Albuquerque foi uma das oradoras da conferência "Melhores práticas europeias: uma força motriz para a Grécia" e abordou a "recuperação económica de Portugal", numa sessão que arrancou com a intervenção do líder da Nova Democracia, Kyriakos Mitsotakis, que recentemente esteve na Universidade de Verão do PSD.

Lusa

  • Dois jovens atropelados mortalmente no concelho de Montemor-o-Velho
    2:20
  • Presidente de "O Sonho" suspeito de peculato e fraude
    2:26

    País

    O presidente das três instituições de solidariedade social de Setúbal - incluindo "O Sonho" -, que na sexta-feira foram alvo de buscas, foi constituído arguido. Florival Cardoso é, por enquanto, o único suspeito de peculato e fraude na obtenção de subsídios para as instituições.

  • Manifestação contra mina de urânio junta milhares em Salamanca
    1:39
  • Assalto a Tancos e roubo de armas da PSP podem estar relacionados
    1:24

    País

    O assalto a Tancos e o roubo de armas da PSP, três recuperadas na semana passada, podem estar relacionados. O semanário Expresso avançou este sábado que há suspeitos de terem participado nos dois assaltos e o grupo, ou parte dele, atua principalmente do Algarve, com possíveis ligações a outras organizações espalhadas pelo país ou até transacionais.

  • Cessar-fogo de 30 dias na Síria
    2:07