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Promoções representam quase metade das vendas dos hipermercados

Segundo dados da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros, o indicador do sentimento económico recuou em janeiro para os 105 pontos na zona euro e para os 106,7 na UE.Em Portugal, o indicador aumentou para os 105,2 pontos.A deterioração do sentimento económico da zona euro resultou da pioria da confiança em todos os setores de negócio exceto o do comércio de retalho, que se manteve estável.Entre as maiores economias da zona euro, o indicador recuou em Espanha (-4,1 pontos), na Alemanha (-2,1), e em Itália (-1,7), tendo aumentado em França (1,1) e na Holanda (0,6 pontos).Já no que respeita às maiores economias fora da moeda única, o sentimento económico aumentou na Polónia (0,8 pontos) e na Suécia (2,4), tendo diminuído no Reino Unido (-3,5 pontos).

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

As vendas promocionais nos hipermercados passaram de 39,7% no primeiro semestre de 2015 para 44,8% nos primeiros seis meses deste ano e a tendência é para continuarem a crescer, segundo a diretora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição.

"A atividade promocional deve continuar a crescer", afirmou Ana Isabel Trigo de Morais durante a apresentação do Barómetro de Vendas APED relativo ao primeiro semestre de 2016.

Segundo a responsável da APED, "o consumidor tornou-se um fã" das promoções, muito assentes nos folhetos e em produtos que fazem parte do chamado "cabaz básico" alimentar, que os hipermercados já não dispensam para atrair os consumidores.

Além de serem uma "evidência da dinâmica concorrencial", as promoções mostram que o fator preço continua a ser decisivo para quem compra.

"Há uma intensificação desse fator", admite a diretora-geral da APED.

Entre janeiro e junho de 2016, as marcas dos fabricantes ganharam quota de mercado passando de 65,3% para 66,7% das vendas, enquanto o peso das marcas da distribuição recuou 1,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

O Barómetro da APED revelou um crescimento de 1,8% nas vendas do retalho no primeiro semestre do ano, com um aumento de 3,5% no volume de vendas do setor alimentar e um decréscimo de 0,7% no não-alimentar.

Lusa

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