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Fesap quer aumento de 35 euros no salário mínimo

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) reivindica um aumento de 35 euros do salário mínimo, para os 565 euros, e a garantia de que os funcionários públicos não terão quebra de rendimentos no próximo ano, foi divulgado esta quarta-feira.

De acordo com um comunicado da FESAP, que sintetiza as reivindicações da estrutura sindical para 2017, o objetivo é recuperar o poder de compra dos trabalhadores, nomeadamente através do aumento de 35 euros do salário mínimo, mantendo uma diferença mínima de 50 euros entre as primeiras posições remuneratórias.

A federação sindical não apresentou uma percentagem de aumento salarial geral, deixando isso ao critério do Governo, desde que não haja perda de rendimento.

"O que exigimos é que não haja redução de rendimento", disse à agência Lusa o dirigente da FESAP, José Abraão, defendendo que os trabalhadores têm de ser pelo menos compensados pelo aumento da inflação.

Segundo o sindicalista, o descongelamento das carreiras e o consequente avanço na mesmas pode ser uma forma de compensar os funcionários públicos.

A FESAP reivindica ainda a atualização das ajudas de custo e a reposição do valor do trabalho suplementar e rejeita o pagamento dos subsídios de férias e de Natal por duodécimos.

A aplicação do horário de 35 horas a todos os trabalhadores da administração pública, a manutenção da ADSE na esfera pública, o desagravamento da carga fiscal e a despenalização das aposentações antecipadas para os trabalhadores com carreiras contributivas longas são outras das prioridades da federação.

"O que nós queremos é valorizar os trabalhadores e os serviços públicos e queremos ajudar o Governo a cumprir o seu programa", disse José Abraão, referindo-se ao descongelamento das carreiras.

A Fesap defende ainda o afastamento do Regime de Requalificação, "de forma inequívoca e definitiva".

A federação sindical, filiada na UGT vai apresentar a sua proposta reivindicativa ao Governo na próxima semana.

Lusa

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