sicnot

Perfil

Economia

Standard and Poor's mantém rating de Portugal na categoria de lixo

A agência de notação financeira Standard & Poor's (S&P) manteve esta sexta-feira o rating atribuído a Portugal em BB+, ou lixo, com perspetiva estável, mostrando-se preocupada com o abrandamento da recuperação económica e dos "desafios prolongados" na banca.

Em comunicado, a S&P manteve a nota de BB+ atribuída a Portugal, que é a primeira do nível de não investimento ou investimento especulativo (o chamado lixo), com perspetiva 'estável', o que significa que o rating deve manter-se na próxima revisão.

"Acreditamos que a recuperação económica de Portugal vai desacelerar em 2016, devido sobretudo a um abrandamento das exportações e do investimento, o que também reflete os desafios prolongados nos bancos portugueses", afirma a agência de rating.

A S&P estima que a economia portuguesa cresça em torno dos 1,2% em 2016, abaixo dos 1,8% previstos pelo Governo, devido à quebra de exportações para fora da União Europeia, às "fragilidades do setor financeiro" e à "incerteza das políticas internas" que "fizeram cair o investimento" desde meados de 2015.

"No entanto, o consumo privado, graças à subida do rendimento disponível, suportou o crescimento económico. Apesar da queda continuada do desemprego e da baixa inflação, o poder de compra das famílias melhorou devido ao aumento do salário mínimo e outras medidas de apoio ao rendimento familiar implementadas pelo Governo no início do ano", afirma a agência.

A S&P estima que o défice orçamental represente 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, excluindo "quaisquer custos adicionais que possam surgir da capitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A previsão fica acima dos 2,2% estimados pelo Governo no Programa de Estabilidade e da meta de 2,5% definida por Bruxelas este verão, depois de encerrado o processo de aplicação de sanções, uma diferença que a agência explica com as projeções de crescimento inferiores.

A consolidação orçamental é um dos aspetos positivos que a S&P tem em consideração para a atribuição da notação, uma vez que a agência norte-americana "acredita que o Governo mantenha o compromisso de evitar quaisquer desvios orçamentais significativos".

Os analistas da S&P admitem que esse compromisso mantém-se devido às condições económicas menos favoráveis do que as assumidas anteriormente, mas também porque algumas medidas como o regresso às 35 horas de trabalho ou o fim dos cortes salariais na Função Pública podem ter impactos superiores do que o orçamentado.

Para 2017, a S&P estima um crescimento económico de 1,2% e um défice orçamental de 2% do PIB, o que "sinaliza um esforço significativo de consolidação orçamental desde o início da década", mas admite que a consolidação seja mais lenta "na ausência de uma estratégia mais firme para reduzir o défice".

"Para alcançar as suas metas orçamentais, o Governo podia incluir medidas como a eliminação de isenções nas contribuições sociais, o aumento do imposto sobre o combustível ou a venda de património imobiliário do Estado", propõe a S&P.

Lusa

  • "É mais um notável tiro no pé de Passos Coelho"
    4:04

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite, a polémica em torno de Pedro Passos Coelho, depois do presidente do PSD ter pedido desculpas por ter "usado informação não confirmada", ao falar na existência de suicídios, depois desmentidos, como consequência da falta de apoio psicológico na tragédia de Pedrógão Grande. Sousa Tavares considera que Passos Coelho deu "mais um tiro no pé" e defende que o líder da oposição "está notoriamente desgastado" e "caminha para uma tragédia eleitoral autárquica".

    Miguel Sousa Tavares

  • Este texto é sobre o bom senso. O bom senso que faltou a Passos Coelho quando, esta manhã, depois de uma visita pelas áreas ardidas de Pedrógão Grande, decidiu falar em suicídios. Passos não se referiu a tentativas, mas sim a atos consumados. Deu certezas. Disse que tinha conhecimento de “pessoas que puseram termo à vida” porque “que não receberam o apoio psicológico que deviam.”

    Bernardo Ferrão

  • Simplex+2017 promete simplificar burocracia
    1:08

    País

    Já está online o novo Simplex+2017, que vai simplificar a vida dos cidadãos, empresas e administração pública. Pagar impostos com cartão de crédito e ter o cartão de cidadão ou a carta de condução no telemóvel são alguns exemplos do que está previsto.

  • Homem fala ao telefone com o filho que pensava estar morto

    Mundo

    Um norte-americano que tinha estado presente no funeral do filho recebeu, 11 dias depois, uma chamada telefónica de um homem que o pôs em contacto... com o filho que havia enterrado semana e meia antes. Tudo por causa de um erro do gabinete de medicina legal.