sicnot

Perfil

Economia

Reserva Federal diz que banco central dos EUA optou por esperar por mais dados

A presidente da Reserva Federal (Fed), Janet Yellen, afirmou esta quarta-feira que o banco central norte-americano optou "por esperar para ter mais dados" antes de subir as taxas de juro.

"Optámos por esperar para ter mais dados para continuar" o ajustamento monetário, disse Yellen em conferência de imprensa, depois de ter sido anunciada a decisão da Fed de deixar as taxas de juro entre 0,25% e 0,50%, um nível que se mantém desde dezembro, quando teve lugar a primeira subida em quase dez anos.

Para a presidente da Fed, se as atuais condições se mantiverem, é possível que haja um novo ajustamento monetário "antes do final do ano".

A decisão da Fed contou com sete votos a favor e três contra, que foram de Esther George (Kansas City), Loretta Mester (Cleveland) e Eric Rosengren (Boston), o que mostra as divisões internas no banco central sobre o momento apropriado para uma subida das taxas de juro nos Estados Unidos.

Sobre esta divisão, Yellen considerou que é positivo que "existam diversas opiniões" no seio da instituição.

Depois de críticas do candidato presidencial republicano Donald Trump, que acusou o banco central de adiar a subida das taxas de juro para depois das presidenciais de 8 de novembro, Yellen refutou as acusações.

"Não discutimos política nas nossas reuniões e não temos em conta a política na hora de tomar decisões", sublinhou.

Após a reunião de hoje, a Fed também divulgou novas previsões económicas.

Há três meses, as previsões do banco central norte-americano apontavam para um crescimento de 2% em 2016 e em 2017, mas para este ano a Fed passou agora a previsão para 1,8%, mantendo a de 2017.

O banco central norte-americano também se mostrou ligeiramente mais pessimista quanto ao emprego e previu que a taxa de desemprego nos Estados Unidos fique em 4,8% este ano, quando em junho previra 4,7%.

Atualmente a taxa de desemprego nos Estados Unidos está em 4,9%.

A Fed continua a prever que o desemprego desça para 4,6% no próximo ano.

As próximas reuniões de política monetária da Fed estão previstas para o início de novembro e para meados de dezembro.

Lusa

  • Costa desvaloriza ameaça e mantém planos de visita a Angola
    2:27

    Economia

    O governo angolano reagiu duramente à acusação do Ministério público portugues contra o vice-presidente de Angola. Luanda diz que a acusação é um sério ataque à República de Angola que pode perturbar as relações entre os dois paises. António Costa desvaloriza a ameaça e mantém os planos de uma visita a Angola na primavera.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas.

  • Luaty Beirão agredido em manifestação em Luanda
    1:27

    Mundo

    Luanda tem sido palco de várias manifestações contra a forma como está a decorrer o processo eleitoral em Angola. Esta sexta-feira, uma dessas manifestações acabou em confrontos com as autoridades. Entre os manifestantes estava o ativista Luaty Beirão.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.