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CDS diz que "paraíso das esquerdas" é o "inferno diário" nos transportes

O CDS-PP acusou esta quarta-feira a maioria de esquerda de apoiar a imposição de cortes aos serviços públicos através de cativações, que transformaram, no setor dos transportes, "o paraíso das esquerdas" no "inferno diário" dos cidadãos.

O tom do debate de atualidade marcado pelo CDS, com o tema "a rutura dos serviços públicos: a fatura da agenda das esquerdas", foi o da troca de acusações entre esquerda e direita, com os partidos da maioria de esquerda que apoia o Governo a culparem PSD e CDS pelo maior desinvestimento de sempre nos serviços públicos.

"O Governo impõe cortes severos, que agora se chamam não cortes mas cativações, e os partidos que o apoiam nuns dias olham para o lado, nada ouvem, nada veem e nada dizem, noutros dias choram lágrimas de crocodilo e afirmam grandes protestos mas quando chega a hora da verdade que é a hora do voto dizem ámen e baixam a cabeça", acusou a deputada Cecília Meireles.

A deputada, que é vice-presidente do CDS, apontou para o "setor bandeira" dos transportes: "No início, tudo eram facilidades, reversões e regresso ao passado em visão acelerada. Rapidamente, os cidadãos perceberam que aquilo que era o paraíso ideológico das esquerdas mais radicais é na realidade um inferno diário para muitos cidadãos sobretudo no Porto e em Lisboa".

Sobre a ausência de bilhetes nos transportes públicos, Cecília Meireles atacou o ministro da tutela: "Diz que foi um azar. A isto eu chamo escolha e incompetência, azar parece-me a pior palavra para descrever este inferno diário por que passam muitos lisboetas".

O CDS não se cingiu aos transportes, apontando falhas na saúde e na educação e em todos os serviços onde se vive "a execução orçamental para além dos números".

O social-democrata António Leitão Amaro acusou o executivo de, com "o silêncio cúmplice" dos parceiros, estar a pôr em causa o Estado social e "voltar a dar sentido à frase: o maior inimigo do Estado social é o Estado falido".

No tom adotado pela esquerda, o ministro Eduardo Cabrita saudou "o CDS por aquilo que parece tentativa de ato de contrição após quatro anos de degradação de serviço públicos" na "educação, na saúde, nos transportes, na ação social, na justiça, numa centralização de decisões públicas, afastando a gestão pública dos cidadãos".

Eduardo Cabrita disse que o CDS se orgulhou "da redução do número de estabelecimentos de ensino, da redução de dezenas de milhares de professores, da redução nas despesa afeta ao serviço público de saúde, na forma como degradou os transportes públicos, como se orgulhou de colocar tribunais a julgar a mais de 100 quilómetros dos cidadãos interessados nas causas."

"Bem-vindo o CDS à sua tradição democrata-cristã, o arrependimento é um valor cristão que devemos saudar neste debate", declarou.

Pelo PS, o deputado João Paulo Correia acusou o CDS de estar fora do Governo há apenas um ano e já se ter esquecido das "maldades que fez", incluindo "o maior ataque aos transportes públicos".

José Luís Ferreira, do partido ecologista "Os Verdes", acusou o anterior executivo de promover "um desinvestimento sem paralelo na história, sobretudo na área da saúde" onde fez "cortes cegos" e encerrou serviços "em todo o país".

A deputada bloquista Mariana Mortágua chamou ao ex-secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro o "coveiro" dos transportes públicos, responsável pelo aumento dos preços, diminuição das carreiras e das carruagens, e desafiou o CDS a assumir "a sua agenda ideológica, que é contrária aos princípios da gratuitidade e universalidade dos serviços públicos".

Paula Santos, vice-presidente da bancada do PCP, também responsabilizou o governo PSD/CDS-PP pelo desinvestimento nos transportes, redução de horários e carreiras, e pela privatização dos serviços postais, e uma perda de 78 mil trabalhadores na administração pública.

Lusa

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