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Deutsche Bank multado nos EUA por não acautelar mau uso de informação sensível

O Deutsche Bank vai pagar uma multa de 9,5 milhões de dólares (8,6 milhões de euros) depois de as autoridades bolsistas dos EUA o terem acusado de falhar na guarda de informação de mercado sensível.

A penalização ocorre quando os investidores estão muitos atentos às negociações do banco de Frankfurt, em situação difícil de capital, com o Departamento de Justiça dos EUA, que anunciou querer multá-lo em 14 mil milhões de dólares por envolvimento nas obrigações tóxicas garantidas por créditos imobiliários com fraca qualidade, responsabilizadas pela crise financeira de 2008.

De acordo com a autoridade bolsista norte-americana (SEC, na sigla em inglês), o Deutsche Bank encorajou analistas a contactarem frequentemente com clientes e pessoal da área comercial, mas sem se dotar dos controlos internos que impedissem a cedência de informação não publicada durante telefonemas matinais, refeições e conferências.

A lei bolsista exige aos analistas que protejam a designada "informação material não pública", como recomendações de compra e venda de títulos, para não ser entregue a investidores antes de ser publicada.

"A informação gerada por analistas da pesquisa, como ratings, opiniões, estimativas e recomendações de compra e venda pode mover mercados", declarou uma diretora do Departamento Jurídico da SEC, Antonia Chion, em comunicado.

"Os intermediários devem manter e aplicar políticas e procedimentos, razoavelmente concebidos à luz da natureza do seu negócio, para prevenir o mau uso de tal informação", acrescentou.

As leis e os regulamentos sobre o abuso de informação privilegiada proíbem por norma os investidores de comprarem ou venderem ações de empresas baseados em informação material não pública.

Num exemplo citado pela SEC, um antigo analista do Deutsche Bank, Charles Grom, foi multado em 100 mil dólares em fevereiro e suspenso da indústria de investimento por certificar uma classificação de compra sobre o retalhista Big Lots, apesar de em privado dizer a outros que a nota desta empresa deveria ser revista em baixa.

Lusa

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