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Produção da OPEP atingiu novo máximo histórico em setembro

A produção dos 14 membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) voltou a atingir um máximo de sempre, de 33,4 milhões de barris por dia em setembro, anunciou esta qurta-feira o cartel petrolífero.

No relatório mensal sobre o mercado petrolífero, divulgado esta qurta-feira em Viena, a OPEP anuncia o valor recorde da produção em setembro, que calculado como média do previsto por vários institutos independentes supera em 22.000 milhões de barris por dia o valor de agosto.

Por outro lado, a organização revê em baixa a estimativa da oferta de petróleo dos países não OPEP, mas mantém quase inalteradas as perspetivas sobre o crescimento da procura mundial de petróleo a curto e médio prazo.

O acréscimo deve-se sobretudo ao aumento da produção do Iraque, que com um aumento mensal de 105.000 milhões de barris por dia levou o total de petróleo extraído a uma média inédita de 4,45 milhões de barris por dia, consolidando-se o país como segundo maior produtor do grupo, a seguir à Arábia Saudita.

A Líbia e a Nigéria conseguiram recuperar parte das atividades interrompidas e juntaram 92.600 de barris por dia e 95.300 barris por dia para um total de 363.000 barris diários e 1.524.000 barris por dia, respetivamente.

O Irão também aumentou a produção, designadamente em 21.400 barris por dia para um total de 3,6 milhões de barris por dia.

Ainda que com acréscimos menores, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e o Equador também aumentaram as extrações em setembro, refere o relatório.

Estes acréscimos mais do que compensam as reduções das produções da Arábia Saudita (em 87.500 barris diários para 10,49 milhões de barris por dia), da Venezuela (em 18.000 barris diários para 2,08 milhões de barris por dia), de Angola, do Gabão, da Argélia e da Indonésia.

Mas fora da OPEP também houve acréscimos da oferta petrolífera em setembro face a agosto, fazendo com que a produção global tenha aumentado 1,46 milhões de barris por dia para 96,40 milhões de barris por dia, um volume superior em dois milhões de barris por dia à procura, calculada como média pela OPEP.

O relatório mantém quase sem alterações as estimativas do crescimento do consumo mundial de petróleo para este ano e o próximo, que inclui uma desaceleração em 2017.

A procura mundial de petróleo em 2016 deverá crescer 1,23 milhões de barris por dia (ou 1,33%) para uma média de 94,40 milhões de barris por dia.

Em 2017 o consumo subirá a um ritmo mais lento, de 1,15 milhões de barris por dia, ou 1,22%, para uma média de cerca de 95,56 milhões de barris diários.

Em relação à oferta de petróleo dos países não OPEP, o relatório reviu em baixa a estimativa para este ano e em alta a de 2017.

"Espera-se agora que a oferta 'Não-OPEP' se contraia em 2016 em 0,68 milhões de barris por dia, depois de uma revisão em baixa em cerca de 70.000 barris por dia face ao relatório de setembro para uma média de 56,50 milhões de barris por dia", indica o relatório.

A correção deve-se, entre outros, a um ajustamento dos dados do segundo trimestre deste ano sobre a situação no Canadá, Rússia e Estados Unidos.

Os dados do relatório confirmam que o mercado continua sobreabastecido, um fator que desde meados de 2014 tem pressionado para a baixa os preços do barril e está a levar os países produtores a tentar alcançar um acordo para limitar a produção.

A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu na terça-feira no relatório mensal que o excesso de petróleo no mercado, para o qual contribuiu a produção recorde da OPEP, vai prolongar-se na primeira metade de 2017 se o cartel não cumprir o objetivo de reduzir a quota.

Lusa

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