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Fórum de Davos terá participação recorde e China em destaque

© Ruben Sprich / Reuters

O 47º Fórum Mundial de Davos, que decorre de 17 a 20 de janeiro, terá este ano uma participação recorde de cerca de 3.000 dirigentes económicos e políticos mundiais, incluindo o presidente chinês, Xi Jinping.

Este ano, o Fórum tem como lema "uma liderança recetiva e responsável", anunciou hoje Klaus Schwab, fundador desta iniciativa que atrai todos os anos milhares de pessoas a Davos, na Suíça, uma localidade com 12 mil habitantes e situada nos Alpes a uma altitude de 1.550 metros.

"O interesse fundamental da reunião deste ano está numa delegação chinesa sem precedentes, que será liderada pelo Presidente, Xi Jinping", declarou à AFP Schwab.

"Sem dúvida que também haverá grande interesse em questões como o 'Brexit' e o futuro da Europa", acrescentou. Theresa May, primeira-ministra britânica, deverá participar no Fórum, de acordo com a lista de participantes divulgada hoje à imprensa.

Segundo Schwab, os participantes vão também abordar muitas questões "ligadas à chegada da nova administração norte-americana".

Donald Trump toma posse como presidente dos Estados Unidos a 20 de janeiro, último dia de debates em Davos. Anthony Scaramucci, que faz parte da equipa de transição de Trump, será o representante da nova administração no Fórum.

Uma delegação da equipa do Presidente cessante dos Estados Unidos, Barack Obama, estará também em Davos, liderada pelo vice-presidente, Joe Biden, e incluindo o secretário de Estado, John Kerry.

Sobre o tema desta edição, a responsabilidade dos líderes, Schwab indicou que é preciso analisar as causas do descontentamento dos povos, "saber o porquê de as pessoas estarem zangadas e insatisfeitas".

O novo secretário-geral da ONU, António Guterres, também vai estar em Davos, bem como ministros em representação de 70 países, incluindo todos os do G20.

O mundo dos negócios vai estar representado por diretores-gerais de cerca de mil empresas, entre os quais os chineses Jack Ma, fundador do grupo Alibaba, e Zhang Yaqin, presidente do Baidu, o 'Google chinês'.

Lusa

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