sicnot

Perfil

Economia

Dólares, euros e taxas de juro também são "terrorismo"

© Murad Sezer / Reuters

O Presidente da Turquia, Recep Erdogan, considerou esta quinta-feira que "não há diferença, no que respeita aos objetivos, entre um terrorista com uma arma e uma bomba na mão, e um terrorista que tem dólares, euros e taxas de juro".

Recep Tayyip Erdogan disse que a economia da Turquia está debaixo de um ataque terrorista semelhante à onda de violentos ataques que assolou o país nos últimos meses.

No ano passado, o país foi atacado mais de 30 vezes em iniciativas atribuídas a militares do grupo 'jihadista' Estado Islâmico e curdos. A insegurança, juntamente com a instabilidade política que teve o seu apogeu em junho, quando houve uma tentativa de golpe de Estado falhado, fez a economia afundar e a moeda turca é agora uma das mais desvalorizadas a nível mundial, tendo batido o recorde negativo contra o dólar esta semana.

Uma das iniciativas levadas a cabo pelos turcos para tentarem reabilitar a economia e trazer mais investimento externo foi anunciada hoje, e passa por oferecer a naturalidade turca a investidores que coloquem mais de 1 milhão de dólares no país.

De acordo com a agência France-Presse, a edição de hoje do jornal oficial do país explica que os investidores estrangeiros que invistam 2 milhões de dólares no país, ou que comprem um imóvel por pelo menos 1 milhão, e não o vendam nos três anos seguintes, ganham a nacionalidade turca se quiserem.

De acordo com a previsão de outubro do Fundo Monetário Internacional, a Turquia registou um crescimento económico de 3% no ano passado e deverá acelerar ligeiramente para 3,3% este ano.

Lusa

  • Incêndio de Setúbal "quase dominado"
    4:04

    País

    O incêndio que deflagrou segunda-feira em Setúbal está "quase dominado", segundo informações da presidente da Câmara. Maria das Dores Meira diz que não há feridos a registar e que os habitantes já vão regressando a casa. Para ajudar no combate ao fogo foram enviados meios de Lisboa.

  • "Lancei um tema que os portugueses há muito queriam discutir"
    11:26
  • Danos Colaterais 
    18:55
    Reportagem Especial

    Reportagem Especial

    Jornal da Noite

    Nos últimos oito anos a banca perdeu 12 mil profissionais. A dimensão de despedimentos no setor é a segunda maior da economia portuguesa, só ultrapassada pela construção civil. A etapa mais complexa da história começou em 2008, com a nacionalização do BPN. Desde então, as saídas têm sido a regra. A reportagem especial desta terça-feira, "Danos Colaterais", dá voz aos despedidos da banca.