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Patrão da Padaria Portuguesa explica o que disse à SIC Notícias

Um dos donos da Padaria Portuguesa deu esta quarta-feira uma entrevista à SIC Notícias. Questionado sobre o chumbo da redução da Taxa Social Única (TSU) para os patrões, Nuno Carvalho defendeu a flexibilização das contratações, os despedimentos e os horários de trabalho. O momento tornou-se viral e, perante as críticas às suas palavras, Nuno Carvalho deu uma entrevista ao Expresso Diário para explicar o que realmente quis dizer naquela manhã

O responsável da empresa que tem 50 lojas espalhadas pelo país não estava à espera que a sua entrevista tivesse o impacto que teve.

Com uma vida profissional longa, Nuno Carvalho trabalhou como assalariado e, mesmo nessa altura, tinha a mesma visão sobre a legislação laboral. Deste modo, "teria dito exatamente o mesmo". Agora como empreendedor, acaba por se deparar com "grandes frustrações" no seu dia-a-dia perante decisões que influenciam os custos da empresa, nomeadamente "os custos com o pessoal".

Nuno Carvalho dá o exemplo de vários funcionários da Padaria Portuguesa que têm vários contratos com várias empresas, uma vez que precisam do dinheiro para levar para casa. "Há uma necessidade de levar mais dinheiro para casa e a lei não permite que isso possa acontecer só numa entidade." Isto sem as horas extra que trazem custos elevados para a empresa.

Outro dos exemplos dados pelo dono da Padaria Portuguesa é o tipo de contratação existente, que acaba por levar esta área do retalho alimentar a rescindir muitos contratos nos primeiros 30 dias.

Veja a entrevista completa na edição da quinta-feira do Expresso Diário.

D.R.

Nuno Carvalho defende que num modelo de maior flexibilidade os funcionários da Padaria Portuguesa levariam mais dinheiro para casa. Isto porque muitos dos colaboradores se pudessem estariam com contratos de 60 horas semanais, de modo a não ter que arranjar outros trabalhados noutras entidades.

Um estudo da Organização Internacional do Trabalho revela que o limite para um trabalho saudável são 50 horas semanais. O que vai contra a proposta de aumento laboral de Nuno Carvalho, que mesmo assim acredita que "as pessoas têm capacidade para trabalhar mais de 40 horas semanais e serem devidamente renumeradas por isso".

O empresário defende outras medidas como a gestão dos horários e a alteração de regras laborais, adequando-as às indústrias de hoje em dia. Desde modo, Nuno Carvalho acredita que a flexibilidade laboral vai de encontro aos interesses dos próprios colaboradores, que viriam a ganhar mais com isso.

Em 2016, a Padaria Portuguesa faturou 26,3 milhões de euros e espera arrecadar 38 milhões este ano. O salário médio dos trabalhadores da empresa é de 695 euros, mais subsídio de almoço, que tem valor integral para os colaboradores, uma vez que a Padaria Portuguesa oferece as refeições.

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    Ricardo Costa

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