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Caixabank diz que quer manter BPI na bolsa

© Albert Gea / Reuters

O líder do CaixaBank, que controla o BPI ao deter 85% do capital do banco na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA), disse esta quarta-feira ter a intenção de manter o banco na bolsa, pelo menos para já.

"A nossa intenção é manter o banco cotado. A médio e longo prazo, se a liquidez for um problema temos que ver como resolver", afirmou Gonzalo Cortázar em conferência de imprensa em Lisboa.

Na sequência de OPA lançada já em 2016 pelo Caixabank, hoje foi conhecido que o grupo financeiro catalão CaixaBank passou a deter 84,5% dos direitos de voto do banco BPI, num investimento total de 644,5 milhões de euros.

De fora ficou cerca de 15% do capital, cujos acionistas não aceitaram a proposta do grupo bancário espanhol por 1,134 euros por ação.
Esta percentagem inclui já a seguradora Allianz, que manteve uma posição (detinha cerca de 8%) tendo em conta o acordo que tem com o BPI para a colocação dos seus produtos.

Com a grande maioria do capital social do BPI controlado pelo grupo espanhol, há agora o risco de os acionistas que não venderam capital na OPA, nomeadamente os pequenos investidores, assistirem a uma desvalorização dos seus títulos em bolsa, uma vez que a dispersão do capital do banco em mercado fica reduzida e os títulos fiquem com pouca liquidez, diminuindo o seu valor.

As ações do BPI fecharam hoje a cair 6,58% na bolsa de Lisboa para 1,05 euros, ou seja, já abaixo do preço oferecido na OPA.

Lusa

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