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Tráfego nos aeroportos portugueses cresce 14,2% em 2016

TIAGO PETINGA

O tráfego nos aeroportos portugueses cresceu 14,2% em 2016, na comparação homóloga, para 44,477 milhões de passageiros, incluindo mais de 22 milhões de passageiros em Lisboa, informou esta quarta-feira a ANA-Aeroportos de Portugal.

Em comunicado, a empresa gestora dos aeroportos informou que o tráfego atingiu 9,4 milhões de passageiros no Porto (+16%), 7,6 milhões em Faro (+18,5%), 3,1 milhões na Madeira (+15%) e 1,9 milhões nos Açores (+18%).

Os 22,4 milhões de passageiros no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, significaram uma subida de 11,7% face a 2015."De registar que ao longo de 2016 todos os meses foram de recordes de passageiros no aeroporto Humberto Delgado", notou a ANA, num documento divulgado na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento para aumentar a capacidade aeroportuária da região lisboeta e que deve passar por um aeroporto complementar no Montijo.

Segundo a empresa, o tráfego nos aeroportos nacionais têm, desde 2013, crescido ao ritmo mais alto da Europa.Em 2016, operaram nos aeroportos portugueses 66 companhias aéreas contra as 58 registadas no final de 2015.

O número de destinos foi de 149 e foram criadas 27 novas rotas.No ano passado, a concessionária investiu 96,2 milhões de euros em "melhorias operacionais e em novas aéreas comerciais", esperando-se para este ano "mais um ano de forte investimento, com o montante a chegar aos 71,1 milhões de euros".

O memorando inclui um novo plano diretor para o aeroporto da capital "poder atingir a sua capacidade máxima e permitir a sua competitividade enquanto 'hub' (centro de operações) internacional e a utilização para voos civis da base aérea do Montijo como capacidade complementar".

No âmbito do memorando, a ANA vai desenvolver "estudos adicionais necessários", nomeadamente de análise do usos civil e militar no Montijo, dos impactos ambientais, "identificação das necessárias acessibilidades para garantir a correta integração da infraestrutura".

As vantagens do Montijo sobre opções alternativas foram registadas nos estudos técnicos encomendados pela ANA e NAV, assim como um grupo de trabalho estabelecido pelo Governo "concluiu também a favor da validade e capacidade desta solução em termos de navegação aérea civil".

O memorando de entendimento entre a ANA - Aeroportos de Portugal e o Governo foi assinado cinco anos antes do calendário previsto no contrato de concessão.

O calendário para efetivar a escolha do Montijo como aeroporto complementar de Lisboa prevê que até novembro deste ano sejam completados os estudos ambientais, enquanto na primeira metade de 2018 serão concluídas a avaliação ambiental e a negociação contratual com a ANA.

Durante o próximo ano serão desenvolvidos os "projetos de detalhe, para que, caso o Governo aprove a proposta final do concessionário, a construção do aeroporto no Montijo possa iniciar-se em 2019 e terminar em 2021", como anunciou esta quarta-feira o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Com um aeroporto complementar no Montijo fica assegurada a duplicação da capacidade atual de transporte aéreo da região de Lisboa, que passará a poder movimentar 72 aviões por hora e transportar 50 milhões de passageiros por ano.

Lusa