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Metade dos 2.000 mais ricos da China sem curso superior

Jia Yueting, presidente da gigante de tecnologia LeEco, começou a trabalhar no ramo da Internet depois de concluir um curso profissional.

© Jason Lee / Reuters

Metade dos 2.000 mais ricos da China não frequentou o ensino superior, segundo um relatório elaborado pelo Hurun, unidade de investigação com sede em Xangai e conhecida como a Forbes chinesa.

O estudo enumera os 100 bilionários chineses que nunca frequentaram uma universidade, numa lista encabeçada por Zong Qinghou, o fundador do grupo Wahaha, um dos maiores produtores de bebidas do país.

Segundo o critério da Hurun, um bilionário tem pelo menos 2.000 milhões de yuan (281 milhões de euros) em ativos. "Estas pessoas não alcançaram o sucesso segundo as normas vigentes, mas conseguiram criar grandes empresas, o que me ensinou que um herói pode ascender do nada", escreveu Rupert Hoogewerf, diretor do Hurun, no relatório.

Zong Qinghou, 72 anos, começou a trabalhar após terminar o ensino médio e abriu a primeira fábrica de bebidas em 1998.

Nos últimos anos, ergueu um império avaliado em 19.000 milhões de yuan (2,5 mil milhões de euros) e ascendeu a delegado na Assembleia Nacional Popular, o órgão máximo legislativo da China.Da mesma lista faz ainda parte o empresário Jia Yueting, presidente da gigante de tecnologia LeEco, que começou a trabalhar no ramo da Internet depois de concluir um curso profissional.

O magnata do setor imobiliário Pan Shiyi, presidente do grupo SOHO China, também integra aquele 'ranking'. Em média, a fortuna dos mais ricos da China que não frequentaram o ensino superior está fixada em 24,9 mil milhões de yuan (3,4 mil ME), menos 9,6 mil milhões yuan do que os bilionários que concluíram cursos universitários.

Grande parte daqueles empresários foram afetados pela Revolução Cultural (1966-76), uma radical campanha política de massas lançada pelo fundador da China comunista, Mao Zedong, que levou milhões de jovens urbanos a partir para as províncias pobres do interior, para "aprenderem com os camponeses".

Lusa

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