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Portugal voltou hoje aos mercados e pagou juros mais altos para se financiar

Portugal voltou hoje aos mercados financeiros mas teve de pagar juros mais altos para se financiar. É o resultado de várias semanas de instabilidade, provocada pela situação italiana e espanhola na emissão desta manhã, o Tesouro português conseguiu colocar mil milhões de euros em obrigações a 5 e a dez anos. Os juros da dívida portuguesa estavam hoje de manhã a subir a dois anos e a descer a 5 e dez anos, face a terça-feira, em dia de leilão de obrigações do Tesouro (OT).

Às 09:15 em Lisboa, os juros a dez anos estavam a descer para 1,958%, contra 1,975% na terça-feira e o mínimo desde 16 de março de 2015, de 1,596%, em 30 de março deste ano.

Em 29 de maio, os juros a dez anos subiram até aos 2,161%, um máximo desde novembro de 2017.

Os juros a cinco anos também estavam a recuar, para 0,795%, contra 0,803% na terça-feira e depois de terem descido em 29 de março para o mínimo de sempre, de 0,251%.Em 29 de maio os juros tinham avançado até aos 1,002%, um máximo desde setembro de 2017.

Em sentido contrário, no prazo de dois anos, os juros subiam para -0,065%, contra -0,079% na terça-feira e o mínimo de sempre, de -0,401%, em 05 de dezembro de 2017.Os juros a dois anos também subiram até ao máximo desde maio de 2017, de 0,257%, em 29 de maio.

Portugal volta hoje ao mercado para emitir até 1.000 milhões de euros em dois leilões de OT cinco e dez anos, num montante indicativo entre 750 e 1.000 milhões de euros têm maturidade em 25 de outubro de 2023 e 17 de outubro de 2028, segundo indicou o IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública).

No último leilão comparável, em 09 de maio, Portugal colocou 1.207 milhões de euros em OT a cinco e dez anos, com as taxas de juro em ambos os prazos a atingirem o nível mais baixo de sempre. Segundo o IGCP, a cinco anos foram colocados 724 milhões de euros em Obrigações do Tesouro à taxa de juro de 0,529%, inferior à taxa do anterior leilão comparável, de 0,577%, em 14 de fevereiro.

A procura atingiu 2.019 milhões de euros para as OT a cinco anos, 2,79 vezes superior ao montante colocado. No prazo mais longo, a dez anos, Portugal colocou em 09 de maio 483 milhões de euros à taxa de juro média de 1,670%, inferior à verificada no anterior leilão comparável de 14 de março (1,778%). Neste prazo, a procura atingiu hoje 1.102 milhões de euros, 2,28 vezes o montante colocado. Os juros da Irlanda, Espanha, Itália e da Grécia seguiam com direções distintas.

Com Lusa

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