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Avião desaparecido no Atlântico

Destroços encontrados no Atlântico são do avião da Air France

O Brasil confirmou, hoje, que os destroços encontrados no Oceano Atlântico são do avião da Air France que desapareceu com 228 pessoas a bordo ao largo da costa brasileira. A confirmação, sem "qualquer dúvida", foi dada, em conferência de imprensa, pelo ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim.

Ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, mostra o local onde foram encontrados os destroços

Ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, mostra o local onde foram encontrados os destroços

Ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, mostra o local onde foram encontrados os destroços

Ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, mostra o local onde foram encontrados os destroços

O ministro brasileiro da Defesa revelou, hoje, que foi encontrado um conjunto de destroços do Airbus da Air France desaparecido segunda-feira com 228 pessoas a bordo a 400 milhas (640 quilómetros) do Arquipélago Fernando de Noronha.



Segundo Nelson Jobim, não há dúvidas de que os destroços - fios e metais - encontrados entre 12h30 e 13h00 horas locais (16h30 e 17h00 horas de Lisboa) são do avião desaparecido.



O local da tragédia fica perto do Arquipélago São Pedro e São Paulo e tem 2.000 a 3.000 metros de profundidade.



O ministro da Defesa disse já ter solicitado ao Ministério das Relações Exteriores para comunicar à França que o Governo brasileiro vai começar as buscas dos corpos.



Questionado sobre as possibilidades de haver ou não sobreviventes, Jobim destacou que o sistema de buscas não depende de hipóteses.



"No sistema de resgate não se trabalha com hipóteses", assinalou, acrescentando que não há tempo determinado para a realização das buscas.



"São as próprias buscas que vão determinar a sua conclusão, quando se esgotarem todos os esforços", ressaltou durante a conferência de imprensa no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.



Os corpos que forem encontrados serão levados primeiramente para o Arquipélago Fernando de Noronha e depois para Recife.



Causas do acidente serão estudadas pela França



O ministro avançou ainda que as investigações sobre as causas do acidente serão feitas pelo Governo francês, conforme regem os tratados internacionais, já que a aeronave pertence à Air France.



"Não vamos disputar nada com a França. Nós temos uma grande parceria com os franceses e esta parceria vai verificar-se também neste caso", referiu Jobim.



O ministro esquivou-se a falar sobre prováveis causas do acidente e reforçou que "não trabalha com suposições".



A localização dos destroços foi possível graças à aeronave R99, um avião de sensoramento da Força Aérea Brasileira (FAB), de tecnologia sueca.



Este avião utilizado nas buscas conseguiu, na madrugada de hoje, captar distorções em ondas electromagnéticas que indicam a existência de metais no mar.



Com o mapeamento do local, um Hércules C-130 sobrevoou a região esta manhã e avistou um assento de avião no mar, pequenos pedaços brancos (não identificados), uma bóia laranja e um tambor, além de vestígios de querosene e óleo, a 650 quilómetros a Nordeste de Fernando de Noronha.



A Air France no Brasil informou que a lista das 228 pessoas que estavam a bordo do AirBus A330 deverá ser divulgada quarta-feira.



Lusa





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