sicnot

Perfil

Face Oculta

Manuel Godinho declarado insolvente pelo Comércio da Comarca de Aveiro

O sucateiro Manuel Godinho, condenado a 17 anos e meio de prisão no processo Face Oculta, foi declarado insolvente pela primeira secção do Comércio da Comarca de Aveiro, situada em Anadia, segundo uma sentença a que a Lusa teve hoje acesso.

Manuel Godinho (à direita)

Manuel Godinho (à direita)

LUSA (Arquivo)

Na comunicação da sentença, proferida na segunda-feira, é dado um prazo de 20 dias para os credores reclamarem os créditos.

Para administrador de insolvência foi nomeado Jorge Ruben Fernandes Rego e ficou agendada para 3 de março, pelas 11:30, em Anadia, uma reunião de assembleia de credores para apreciação do relatório.

A insolvência do sucateiro de Ovar e da sua esposa foi requerida pelo banco BIC Português.

Neste processo são ainda identificados mais cinco credores: António da Silva Godinho, o BANIF, a Caixa Leasing e Factoring, a Parvalorem e o Serviço de Finanças de Vila Nova de Gaia.

Em setembro do ano passado, Manuel Godinho foi condenado pelo Tribunal de Aveiro, no âmbito do processo Face Oculta, a uma pena única de 17 anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico, por 49 crimes de associação criminosa, corrupção, tráfico de influência, furto qualificado, burla, falsificação e perturbação de arrematação pública.

Além da pena de prisão, o sucateiro foi condenado a pagar solidariamente com outros arguidos 1,2 milhões de euros à antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer), à Redes Energéticas Nacionais (REN) e à Petrogal.

Mais recentemente, o empresário, que aguarda em liberdade o desfecho do recurso interposto pela sua defesa, foi condenado a mais dois anos e meio de prisão efetiva, por um crime de corrupção ativa, e aguarda ainda um acórdão num outro processo em que é acusado de subornar um fiscal do ambiente.

O processo Face Oculta está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho, nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e empresas privadas.

O Ministério Público (MP) acusou 36 arguidos, incluindo duas empresas, de centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influências.

Entre os arguidos estão personalidades como o antigo ministro Armando Vara, o ex-presidente da REN José Penedos e o seu filho Paulo Penedos.

Todos os arguidos foram condenados a penas de prisão, mas a grande maioria beneficiou de penas suspensas, condicionadas ao pagamento de quantias entre os três e os 25 mil euros a instituições de solidariedade social.

Lusa

  • Díli decide legislativas em Timor-Leste
    1:48
  • Quase 200 polícias solidários com agentes acusados
    2:29

    País

    Perto de 200 polícias manifestaram-se este sábado na sede da PSP em Alfragide, em solidariedade com os 18 agentes acusados no processo Cova da Moura. O Sindicato Nacional de Polícia associou-se ao protesto e diz existir um aproveitamento político do caso.

  • Polícias ameaçam com protestos no arranque do campeonato
    1:24

    País

    Os agentes da PSP ameaçam boicotar a presença nos jogos do campeonato da Primeira e Segunda ligas que começam em 15 dias. Os agentes colocam em causa o atual modelo de policiamento no futebol, que faz com que muitos dos profissionais da PSP trabalhem sem remuneração em dia de folga.

  • Norte também quer naturismo e praias de nudistas

    País

    O presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal defendeu hoje a criação de praias naturistas legalizadas na região, fazendo a apologia da formação de associações e negando que este seja um destino conservador.

  • Princesa Diana morreu há 20 anos. Filhos falam pela 1ª vez da intimidade
    1:15