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Chelsea Manning libertada ao fim de 7 anos de prisão

© Elijah Nouvelage / Reuters

A ex-analista do exército norte-americano Chelsea Manning foi hoje libertada da prisão militar do Kansas, EUA. Foi condenada a 35 anos de prisão por divulgar informações classificadas como secretas no site Wikileaks.

"Hoje é o dia por que milhares de ativistas da Amnistia Internacional de todo o país e todo o mundo lutaram durante a cruel provação de Chelsea Manning", disse a diretora executiva da Amnistia Internacional EUA, Margaret Huang, em comunicado.

A organização fez campanha pela libertação de Manning desde 2013, ano em que foi condenada a 35 anos de prisão por divulgar informações classificadas como secretas no site Wikileaks.

Este ano, em janeiro, Barack Obama comutou a sentença antes de abandonar a Presidência dos EUA.

De acordo com a Amnistia internacional, a autora da fuga de informação do exército norte-americano foi mantida, durante 11 meses, sob custódia em condições que a ONU classificou como "tratamento cruel, desumano e humilhante".

Manning foi colocada em solitária como punição por uma tentativa de suicídio e foi-lhe negado tratamento adequado relacionado com a sua identidade de género durante o encarceramento.

"O tratamento vingativo dado a Chelsea Manning pelas autoridades dos Estados Unidos depois de ela ter denunciado potenciais crimes militares é um triste reflexo dos extremos em que quem está no poder muitas vezes cai para impedir os outros de falarem", disse Margaret Huang.

"A libertação de Chelsea mostra, mais uma vez, que o poder do povo pode triunfar sobre a injustiça - uma mensagem inspiradora aos muitos corajosos ativistas que defendem os direitos humanos pelo mundo fora e que estão no centro da nossa nova campanha global, Brave", acrescentou, referindo-se à iniciativa apresentada na terça-feira cujo objetivo é proteger os defensores de direitos humanos de quem os intimida, agride e mata.

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