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Agressões em Ponte de Sor

Costa diz que autoridades iraquianas "terão agora oportunidade de se pronunciar"

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quinta-feira em Paris que as autoridades iraquianas terão agora a oportunidade de se pronunciar sobre o pedido de levantamento da imunidade diplomática dos filhos do embaixador iraquiano, envolvidos nos incidentes de Ponte de Sor.

"Só ontem [quarta-feira] as autoridades judiciárias nos solicitaram que transmitíssemos o pedido de levantamento de imunidade. Esse pedido foi transmitido às autoridades iraquianas que terão agora a oportunidade de se pronunciar sobre essa matéria nos termos do direito internacional e das convenções que regem o estatuto dos diplomatas em qualquer país", declarou.

O chefe de Governo sublinhou que "as coisas têm decorrido naturalmente", sublinhando que a investigação "compete às autoridades judiciárias e só às autoridades judiciárias".

"As coisas têm decorrido de acordo com os canais normais. Ontem foi-nos solicitado pelas autoridades judiciárias que fosse feito o pedido para o levantamento da imunidade, hoje foi transmitido esse pedido, as coisas decorrerão naturalmente", concluiu.

António Costa pronunciou-se sobre o caso no Encontro de Líderes Socialistas Europeus, no Palácio de La Celle Saint-Cloud, nos arredores de Paris, esta quinta-feira.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português entregou hoje ao encarregado de Negócios da Embaixada do Iraque, em Lisboa, o pedido de levantamento da imunidade diplomática dos filhos do embaixador daquele país.

Há uma semana, Rúben Cavaco, 15 anos, foi agredido em Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, alegadamente pelos filhos do embaixador do Iraque em Portugal, gémeos de 17 anos.

Numa entrevista à SIC, os filhos do embaixador iraquiano admitiram as agressões, afirmando que nunca tiveram a "intenção de ferir tão gravemente uma pessoa" e pediram "sinceras e sentidas desculpas" à vítima e à sua família.

Os dois gémeos disseram também que permanecerão em Portugal até o caso ser esclarecido e garantiram que não invocaram a imunidade diplomática de que gozam, assumindo as suas responsabilidades e enfrentando as consequências.

Ruben Cavaco, que chegou a estar em coma induzido após sofrer agressões na cabeça, saiu dos cuidados intensivos na terça-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde foi transportado de helicóptero, na passada quarta-feira, data dos incidentes.

Lusa

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