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Airbus cai nos Alpes

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Copiloto sofreu "depressões e ataques de ansiedade" durante a formação

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou hoje que os primeiros dados da investigação ao desastre do Airbus A-320 da Germanwings nos Alpes franceses apontam para um comportamento "louco, incompreensível" do copiloto. Andreas Lubitz, 27 anos, procurou ajuda psiquiátrica para um "surto de depressão agudo" em 2009 e continuava a ter acompanhamento médico. Os registos do piloto serão analisados hoje por especialistas alemães antes de serem entregues aos investigadores franceses.

Andreas Lubitz na Meia Maratona Airportrace em Hamburgo, em setembro de 2009 (Reuters/ Arquivo)

Andreas Lubitz na Meia Maratona Airportrace em Hamburgo, em setembro de 2009 (Reuters/ Arquivo)

© Stringer . / Reuters

"Há que esperar pelo final da investigação, ainda que quinta-feira o Procurador tenha dado elementos suficientes para que possamos pensar que este ato louco, incompreensível, horrível, esteja na origem do embate" na montanha, disse Manuel Valls à cadeia "i-télé".


A Procuradoria de Marselha, após o exame da gravação de áudio da caixa negra recuperada e que guarda os registos de voz dentro da cabine, revelou que o copiloto tinha, deliberadamente, provocado a queda do avião.


"Tudo se orienta para esse gesto inqualificável: criminoso, louco, suicida. Como imaginar que um piloto em quem se tem toda a confiança (...) precipita um avião contra a montanha depois de ter bloqueado a porta impedindo que o comandante volte a entrar", disse Valls.


O chefe do Governo francês salientou ainda que cabe agora à empresa alemã Lufthansa, proprietária da Germanwings, proporcionar toda a informação do copiloto.


Andreas Lubitz recebia assistência regular na medicina privada


De acordo com o diário alemão Bild, que cita documentos do regulador alemão, o Luftfahrtbundesamt (LBA), o copiloto procurou ajuda psiquiátrica para um "surto de depressão agudo" em 2009 e continuava a ser assistido pelos médicos.


Andreas Lubitz recebia assistência regular na medicina privada, acrescenta o Bild ao salientar que a Lufthansa, proprietária da Germanwings, prestou essa informação ao regulador.


Carsten Spohr, administrador delegado da Lufthansa tinha dito que Andreas Lubitz suspendera a sua formação de piloto, que começara em 2008, "durante um determinado período", mas não prestou mais detalhes.


Depois o copiloto continuou a formação e ficou habilitado para voar Airbus A-320 em 2013. Durante a formação, contudo, o jovem piloto sofreu "depressões e ataques de ansiedade".


Os registos do piloto serão analisados hoje por especialistas alemães antes de serem entregues aos investigadores franceses.


Com Lusa

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