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Paris e Berlim condenam execuções na Arábia Saudita

A França e a Alemanha lamentaram hoje a execução de um clérigo xiita pela Arábia Saudita, num episódio que gerou violência em vários países do Médio Oriente e que pode levar a nova escalada de tensões entre sunitas e xiitas.

© Toby Melville / Reuters

O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, em comunicado, disse que "lamenta profundamente" a execução de 47 pessoas na Arábia Saudita no sábado, entre as quais o líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, reiterando que continua a ser contra à pena de morte em "todos os lugares e em todas as circunstâncias".

França, que é um aliado próximo da Arábia Saudita, apelou aos responsáveis da região para que "façam tudo para evitar a exacerbação das tensões sectárias e religiosas".

Por seu turno, Berlim também reagiu através do porta-voz do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros: "A execução de Nimr Baqir al-Nimr fortalece a nossa atual preocupação com a crescente tensão (...) na região".

Por seu turno, Londres não condenou diretamente a execução de Nimr Baqir al-Nimr, sublinhando apenas através do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros a oposição do Reino Unido à pena de morte "em todas as circunstâncias e em todos os países".

A morte do líder religioso xiita provocou violentos protestos contra a embaixada da Arábia Saudita em Teerão e o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, já advertiu que a Arábia Saudita vai sofrer uma "vingança divina" pela execução de "um mártir" que foi morto "injustamente".

Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse estar "profundamente consternado" com a execução de 47 pessoas na Arábia Saudita e apelou à calma nas reações à morte do líder religioso xiita, segundo o porta-voz da ONU.

Nimr al-Nimr, que passou mais de uma década a estudar teologia no Irão e foi o impulsionador dos protestos xiitas contra o Governo saudita desde 2011, foi um dos 47 xiitas e sunitas executados no sábado na Arábia Saudita, tendo a sua morte provocado violentos protestos no Irão.

O Ministério do Interior da Arábia Saudita afirmou, no sábado, num comunicado, que as 47 pessoas executadas tinham sido condenadas por terem adotado a ideologia radical "takfiri", juntando-se a "organizações terroristas" e implementando várias "parcelas criminosas".

Estas foram as primeiras execuções de 2016 na Arábia Saudita, um país ultraconservador que executou 153 pessoas em 2015, segundo uma contagem realizada pela agência France Presse (AFP) com base em números oficiais.

Lusa

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