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Ataques em Paris

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Organização do Euro 2016 admite medidas de segurança suplementares

O presidente do comité organizador do Euro2016 de futebol, Jacques Lambert, admitiu este sábado que podem vir a ser tomadas medidas de segurança suplementares durante a competição, e garantiu que a segurança tem sido sempre uma preocupação.

O jogo de abertura e a final devem ser disputados no Stade de France, nas imediações do qual se registaram sexta-feira explosões, quando decorria um encontro particular entre as seleções de futebol da França e da Alemanha.

O jogo de abertura e a final devem ser disputados no Stade de France, nas imediações do qual se registaram sexta-feira explosões, quando decorria um encontro particular entre as seleções de futebol da França e da Alemanha.

UWE ANSPACH / Lusa

"A minha principal preocupação é garantir segurança máxima, mesmo que isso signifique a aplicação de medidas 'menos simpáticas'. O que me importa é que as pessoas regressam seguras a casa", afirmou.

Lambert garantiu que a segurança é, como sempre foi, um ponto crucial para os organizadores do torneio, que juntará 24 seleções entre as quais a portuguesa.

Horas depois dos atentados em Paris, que causaram, pelo menos, 129 mortos, Lambert afirmou que é sabido que França "é sempre um alvo potencial" de atentados.

Jacques Lambert assegurou que os atentados de sexta-feira, tal como os ocorridos em janeiro ao jornal Charlie Hebdo, não mudam as medidas de segurança que estão a ser articuladas como o ministério do Interior, apenas obrigam a uma reavaliação do seu nível.

Entre 10 de junho e 10 de julho de 2016, a França deve receber cerca de um milhão de estrangeiros para assistirem aos jogos do Euro2016, que se vão disputar em 10 cidades.

O jogo de abertura e a final devem ser disputados no Stade de France, nas imediações do qual se registaram sexta-feira explosões, quando decorria um encontro particular entre as seleções de futebol da França e da Alemanha.

Além do estádio, ocorreram ataques em pelo menos cinco locais diferentes da cidade de Paris, que causaram pelo menos 129 mortos, entre os quais um português, e 352 feridos, 99 em estado grave.

Os atentados já foram reivindicados pelo grupo extremista autodenominado Estado Islâmico.

A França decretou o estado de emergência e restabeleceu o controlo de fronteiras na sequência daquilo que o Presidente François Hollande classificou como "ataques terroristas sem precedentes no país".

Lusa

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